O que pensa a nova geração de diabéticos?

Imagem de divulgação
O estudante de Direito Luís Felipe Uffermann Cristovon (foto) é um exemplo aos diabéticos quando fala de sua relação com o diabetes. O futuro advogado descobriu a doença quando tinha catorze anos e mostrou maturidade e compostura desde aquele momento. O GAAD conversou com o Luís Felipe e mostra agora a lição de vida que ele nos dá.

Ele conta que a disposição para conhecer o tratamento é muito importante:
  "Descobri quase tarde a maior surpresa na vida de uma criança de catorze anos, um eterno acompanhante - o diabetes. Pouco menos de uma semana na UTI e bastante disposição para conhecer o tratamento e saber que rumo tomaria minha vida."

Recentemente, um grupo de diabéticos no Brasil levantou um debate na internet sobre a cura da doença depois de quase 90 anos da descoberta da insulina. Luís Felipe debate o assunto de forma realista e considera que o Brasil não fornece um tratamento eficaz para os diabéticos:
 "Não creio que a cura se faça presente enquanto estiver vivo, não é pessimismo, é uma realidade. Tive condições de arcar com o altíssimo custo de um bom tratamento no início até fazer valer o direito inerente previsto na Constituição de garantia à saúde e, mesmo assim, as complicações com a doença se fazem presente na minha vida. Imagino que a reivindicação do direito à saúde pelas pessoas menos esclarecidas seja muito difícil, às vezes impossível."

O jovem estudante da Faculdade de Direito de Sorocaba lida de forma natural com o diabetes e satisfaz todas as suas vontades de forma consciente.
"Fui aprendendo aos poucos a maneira de lidar com o diabetes. Cada dia representava um novo conhecimento, uma nova experiência sobre a doença. Hoje, lido de forma natural com o diabetes e sequer lembro o momento da primeira dose de insulina no dia, o que é bom. Satisfaço todas as minhas vontades e não preciso mentir, afinal, estaria enganando a mim mesmo. Porém, não recorro ao exagero. De tudo se leva uma consequência, controlo a glicemia e me aplico previamente a insulina específica, no caso."

O artista norte-americano Nick Jonas também é diabético tipo I e nos dá outra lição de vida. Com a mesma idade de Luís Felipe, Nick mostra confiança e deseja o mesmo aos portadores de diabetes em todo mundo. Ele descobriu a doença aos 13 anos e diz que não tem vergonha. Diz ainda que não é algo que ele poderia ter evitado ou algo que possa esconder.

 "No começo eu estava com medo. Eu não sabia se eu ia morrer. Mas quando eu percebi que a doença podem ser controlada, eu comecei a me sentir melhor! Ter diabetes me deu uma oportunidade para inspirar as pessoas que podem estar se sentindo como eu me sentia quando minha doença foi diagnosticada, inseguro e sozinho."
O GAAD acredita que o comportamento de diabéticos como o de Luís Felipe e de Nick, revelam que a nova geração de diabéticos está preocupada não apenas com a própria saúde, mas com a de pessoas que sofrem do mesmo mal. O tratamento previsto na legislação precisa ser exigido pelos pacientes e cumprido pelo Estado. Só assim teremos um futuro saudável e consciente na mudança de hábitos e comportamentos de ambas as partes. Até 2025, o maior aumento na incidência do diabetes está previsto para os países em desenvolvimento, como o Brasil. Sendo que, a cada ano, 7 milhões de pessoas desenvolvem diabetes.

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