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Novo medicamento promete revolucionar o tratamento do diabetes

Vem do Rio Grande do Sul o mais recente alento para quem luta contra o diabetes tipo 2, que atinge 15% da população mundial acima de 65 anos. Depois de 10 anos de estudos, um químico gaúcho desenvolveu um novo medicamento para combater a enfermidade. O remédio, que promete revolucionar o tratamento da doença, tem como base uma substância especial chamada resveratrol, encontrada na uva, no suco da fruta e no vinho tinto. Uma década atrás, o pesquisador André Arigony Souto, 43 anos, fazia as primeiras pesquisas no Laboratório de Química da PUCRS para identificar a concentração de resveratrol nos vinhos brasileiros. Na ocasião, sabia-se apenas que se tratava de uma substância antioxidante, capaz de bloquear os efeitos danosos dos radicais livres. Hoje, novos estudos revelam que ela atua diretamente em uma proteína chamada sirtuína, responsável pelo equilíbrio celular. Na época, ao analisar uma amostragem de 36 tipos da bebida, o químico concluiu que o destilado nacional só ficava atrás do...

Pesquisa: 75% dos diabéticos não têm a doença sob controle

Levantamento epidemiológico inédito, realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia, aponta que três em cada quatro diabéticos do país não controlam a doença adequadamente e estão com os índices de glicemia alterados. A pesquisa realizou exames de sangue em 6.671 diabéticos, na faixa etária de 18 a 98 anos, de 22 centros clínicos espalhados por dez cidades. Trata-se do primeiro estudo epidemiológico brasileiro a analisar a situação dos diabéticos no país. Avaliando os tipos de diabetes separadamente, o levantamento apontou que apenas 10% dos 679 portadores do tipo 1 da doença controlam-na de maneira adequada. E somente 27% dos 5.692 pacientes com o tipo 2 da doença mantêm os índices glicêmicos normais. De acordo com o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, diretor do Centro de Diabetes da Unifesp e coordenador do estudo, todos os participantes fizeram exame de sangue de hemoglobina glicada para medir as taxas de...

Extrato de maconha pode tratar diabetes e tumores cerebrais

Pesquisadores vão conduzir estudos para avaliar se extratos da maconha podem ser usados no tratamento do diabetes. Extratos de maconha têm o potencial de servir de ingrediente para um fármaco contra o diabetes. Quem afirma é o cientista britânico Mike Cawthorne, responsável pelo desenvolvimento do Avandia, um dos medicamentos mais vendidos para a doença até 2007, quando um estudo apontou riscos cardíacos associados ao tratamento. As informações são do jornal inglês "The Guardian". Cawthorne atualmente colabora com o laboratório GW Pharma, especializada em remédios à base de Cannabis sativa, em um novo setor dedicado a pesquisar tratamentos para diabetes produzidos a partir de plantas. Existem cerca de 60 ou 70 extratos provenientes da maconha, sendo que apenas um deles, o THC, tem as propriedades psicoativas tradicionalmente associadas à planta. Os pesquisadores vão conduzir estudos pré-clínicos para avaliar se esses extratos podem ser usados no tratamento do diabetes, e vão ...

Diabéticos descontrolados são propensos a ter perda auditiva

Pacientes diabéticos descontrolados ou aqueles portadores de complicações cardiovasculares ou neurológicas estão mais propensos a desenvolverem perda auditiva neurossensorial, de acordo com os resultados de dois estudos recentes. O primeiro estudo foi realizado pela doutoras Kathleen E. Bainbridge e Catherine C. Cowie (the National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases). Este estudo avaliou 472 pacientes diabéticos com idades entre 20 e 69 anos de idade, participantes de um levantamento americano chamado de National Health and Nutrition Examination Survey (NHANES). As autoras do estudo encontraram um risco seis vezes maior de perda auditiva neurossensorial de alta frequência em diabéticos portadores de neuropatia periférica e doença arterial coronariana (presença de placas de gordura nas artérias no coração).Os pacientes diabéticos descontrolados apresentavam um risco 3 vezes maior de perda auditiva de alta frequência. A perda auditiva era uniforme, independentemente...

Combinação de insulina e vitamina C ajuda a reduzir risco de complicações

Investigadores norte-americanos e britânicos revelaram que a combinação de vitamina C com terapia à base de insulina pode ajudar a prevenir as complicações resultantes da diabetes. Os investigadores da Universidade de Oklahoma e da Universidade de Warwick referiram que as descobertas sugerem que uma terapia antioxidante pode ajudar os pacientes diabéticos, cujos níveis de açúcar estão sob controle. Neste estudo, a vitamina C foi administrada na corrente sanguínea em doses elevadas, tendo os investigadores referido que são pouco prováveis resultados semelhantes utilizando suplementos de venda livre. O estudo, publicado na “Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism”, revelou que, mesmo quando o açúcar está sob controle, a memória das células pode fazer com que os danos continuem. Esta danificação, conhecida como disfunção endotelial, está associada a muitas das complicações graves da diabetes, mas os antioxidantes podem ajudar a apagar esta memória, de modo a que as funções celula...

Microchip implantado sob a pele medirá glicose no sangue e auxiliará no tratamento do diabetes

Um chip implantado sob a pele, que mede a glicose no sangue e carrega informações médicas do diabético. Tudo concentrado em um dispositivo do tamanho de um grão de feijão. Pode parecer ficção científica, mas pesquisadores da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, se aproximam da confecção de um aparelho que promete simplificar o tratamento do diabetes tipo 2, doença cerca de 10 vezes mais recorrente do que a do tipo 1, sobretudo após os 40 anos de idade. Segundo a Associação Nacional de Assistência ao Diabético (Anad), o diabetes tipo 2 atinge cerca de 12 milhões de pessoas, cujas células adquirem resistência à insulina. O tratamento inicial inclui dieta e medicamento oral quando necessário. Com a progressão da doença, é preciso aplicar injeções subcutâneas de insulina diariamente. A medição da glicose deve ser feita constantemente para controlar os danos causados pela hiperglicemia (excesso de glicose no sangue) por meio de ajustes na alimentação e na medicação. At...

Medicamento reduz o risco de amputação em diabéticos

Estima-se que cerca de 10% dos diabéticos sofrerá pelo menos uma amputação ao longo de sua vida . Um recente estudo demonstrou que um medicamento, chamado de fenofibrato, usado para tratar anormalidades das frações do colesterol (como os triglicerídeos elevados) é capaz de reduzir o risco de amputação em diabéticos. Um estudo avaliou 9.795 diabéticos com idades 50 a 75 anos (média de 62,2 anos). A metade destes pacientes recebeu 200 mg de fenofibrato por dia e a outra metade, recebeu placebo (comprimidos sem ação terapêutica). Os diabéticos foram seguidos por um período mínimo de 5 anos.Todos os pacientes receberam um tratamento médico ótimo para o diabete, incluindo medicamentos para o controle do açúcar no sangue (glicemia), anti-hipertensivos, vastatinas, entre outros. Globalmente, 115 pacientes tiveram pelo menos algum grau de amputação devido ao diabete melito.O risco relativo de amputação foi 36% menor em doentes que tomaram o fenofibrato.O benefício do fenofibrato não foi modif...