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O desafio de ciclistas diabéticos na luta contra as adversidades da doença

O diabetes tipo 1 pode trazer desafios difíceis para atletas. (Foto: Stuart Bradford/The New York Times) Um time de oito ciclistas completou a maratona litorânea de bicicleta chamada Race Across America, em tempo recorde. Foi um verdadeiro feito em qualquer circunstância, mas o que fez disso algo extraordinário foi que todos eles tinham uma coisa em comum: o diabetes tipo 1. Essa doença, às vezes chamada de diabetes juvenil, representa desafios especiais para atletas. Uma pessoa com diabetes tipo 1 não consegue produzir insulina e deve tomar injeções regulares para controlar o açúcar no sangue. No entanto, o exercício também pode levar a quedas brutais, até mesmo fatais, no nível de açúcar no sangue. A diabetes tipo 2, de longe a forma mais comum da doença, tipicamente se desenvolve mais tarde na vida, geralmente relacionada a hábitos alimentares inadequados e ganho de peso; o exercício é geralmente prescrito como uma forma de manter baixo o nível de açúcar no sangue. A con...

Sanofi-Aventis declara que insulina Lantus para o diabetes é segura

O EASD (European Association for Study of Diabetes) publicou estudo onde pesquisadores demonstraram evidências de associação entre o uso de insulina LANTUS e risco de câncer. O EASD, todavia, não recomenda a suspensão da medicação, nos que usam, ou restrições à prescrição, até que novos estudos sejam realizados. O laboratório Sanofi-Aventis publicou nota criticando o estudo por amostragem pequena, o que interfere na análise estatística. A notícia teve repercussões no jornal The Wall Street Journal, edição de 29/06 e na Bloomberg News (29/06) A farmacêutica Sanofi-Aventis declarou que a insulina Lantus (insulina glargina) é segura, após uma nota de um analista ter levantado preocupações em relação à segurança do fármaco. O porta-voz da Sanofi, Geoffroy Bessaud, referiu que os dados dos estudos clínicos, que abrangeram mais de 70 mil pacientes, assim como os dados de vigilância pós-comercialização, confirmam o forte perfil de segurança da Lantus. O porta-voz sublinhou ainda que a seguran...

Hormônio pode melhorar tratamento para o diabetes

Segundo investigadores norte-americanos, o hormônio adiponectina pode ser um biomarcador eficaz no tratamento da diabetes tipo 2. A adiponectina é uma hormônio metabólico que regula diversos processos, incluindo a regulação da glicose e metabolismo da gordura na produção de energia. Estudos realizados anteriormente já haviam descoberto uma associação entre a adiponectina e a sensibilidade à insulina. Este novo estudo descobriu que os níveis da hormônio em pacientes com diabetes tipo 2 ajudavam a predizer a forma como os pacientes respondiam a certos tipos de fármacos para a doença. A análise dos dados por parte dos investigadores revelou que os níveis de adiponectina no sangue eram capazes de predizer a ativação de receptores denominados por PPAR's (receptores ativados por proliferadores peroxisomais), que assistem os genes que contribuem na resposta das células à insulina. Estes resultados sugerem um possível uso da adiponectina como um biomarcador utilizado para monitorizar a tol...

Incontinência urinária é comum em mulheres com diabetes

Um estudo publicado este mês na revista científica Urology indica que a prevalência de incontinência urinária frequente é alta entre as mulheres com diabetes tipo 1. Segundo os autores, especialistas da Universidade de Michigan, nos EUA, infecções urinárias e o sobrepeso estão associados ao aumento da ocorrência da perda involuntária de urina nessas mulheres. O acompanhamento de 550 mulheres com o diabetes tipo 1 (forma autoimune da doença, não associada a fatores do estilo de vida, como obesidade) indicou que 17% delas haviam sofrido de incontinência urinária pelo menos uma vez por semana durante o ano anterior. As análises mostraram que um maior índice de massa corporal (que mede o peso em relação à altura), idade mais avançada e o fato de ter pelo menos duas infecções urinárias durante o ano anterior estavam associados à maior ocorrência da incontinência. Porém, aquelas que foram selecionadas para um tratamento intensivo do diabetes não tiveram o risco de incontinência reduzido. ...

Apesar da crise, indústria de pesquisas com células-tronco deverá crescer

Após passar anos mergulhada em controvérsias, a pesquisa com células-tronco deverá acelerar-se devido a um clima político mais benigno, mais verbas e avanços tecnológicos. Neste momento em que a Califórnia enfrenta um déficit orçamentário terrível, a lâmina dos cortes orçamentários paira sobre quase todos os gastos do Estado, da previdência social à educação. Mas existe uma atividade que está pronta para experimentar um crescimento saudável: a pesquisa com células-tronco. Dezenas de novos laboratórios estão sendo equipados e centenas de cientistas têm sido recrutados. O Instituto de Medicina Regenerativa da Califórnia - criado em 2004, quando uma verba de US$ 1 bilhão para essas pesquisas foi aprovada em um referendo - está em plena atividade após os atrasos provocados por questões de ordem legal e as incertezas quanto à venda dos títulos estaduais que financiarão o projeto. Cerca de US$ 1 bilhão (700 milhões de euros, 600 milhões de libras esterlinas) foram alocados na forma de financ...

Novo medicamento promete revolucionar o tratamento do diabetes

Vem do Rio Grande do Sul o mais recente alento para quem luta contra o diabetes tipo 2, que atinge 15% da população mundial acima de 65 anos. Depois de 10 anos de estudos, um químico gaúcho desenvolveu um novo medicamento para combater a enfermidade. O remédio, que promete revolucionar o tratamento da doença, tem como base uma substância especial chamada resveratrol, encontrada na uva, no suco da fruta e no vinho tinto. Uma década atrás, o pesquisador André Arigony Souto, 43 anos, fazia as primeiras pesquisas no Laboratório de Química da PUCRS para identificar a concentração de resveratrol nos vinhos brasileiros. Na ocasião, sabia-se apenas que se tratava de uma substância antioxidante, capaz de bloquear os efeitos danosos dos radicais livres. Hoje, novos estudos revelam que ela atua diretamente em uma proteína chamada sirtuína, responsável pelo equilíbrio celular. Na época, ao analisar uma amostragem de 36 tipos da bebida, o químico concluiu que o destilado nacional só ficava atrás do...

Pesquisa: 75% dos diabéticos não têm a doença sob controle

Levantamento epidemiológico inédito, realizado pela Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) em parceria com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) da Bahia, aponta que três em cada quatro diabéticos do país não controlam a doença adequadamente e estão com os índices de glicemia alterados. A pesquisa realizou exames de sangue em 6.671 diabéticos, na faixa etária de 18 a 98 anos, de 22 centros clínicos espalhados por dez cidades. Trata-se do primeiro estudo epidemiológico brasileiro a analisar a situação dos diabéticos no país. Avaliando os tipos de diabetes separadamente, o levantamento apontou que apenas 10% dos 679 portadores do tipo 1 da doença controlam-na de maneira adequada. E somente 27% dos 5.692 pacientes com o tipo 2 da doença mantêm os índices glicêmicos normais. De acordo com o endocrinologista Antônio Roberto Chacra, diretor do Centro de Diabetes da Unifesp e coordenador do estudo, todos os participantes fizeram exame de sangue de hemoglobina glicada para medir as taxas de...