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Médico questiona a relação entre obesidade e diabetes

Para Peter Attia, o pior inimigo da saúde pública nos países ocidentais é a resistência à insulina, e não o sobrepeso.  Para 99% dos médicos, não há dúvidas. A relação entre os temas é mais do que bem estabelecida nos manuais de medicina: falta de exercício aliado a excesso de comida leva à obesidade e por consequência, em muitos casos, ao diabetes tipo 2. Mas o americano Peter Attia resolveu nadar contra esta corrente. “Apesar de me exercitar de três a quatro horas por dia, seguir a pirâmide alimentar à risca, ganhei muito peso e desenvolvi algo chamado síndrome metabólica. Alguns de vocês devem ter ouvido falar dela. Me tornei resistente à insulina”, afirmou ele em uma recente palestra no ciclo TED MED, que aconteceu em Washington DC, nos Estados Unidos, em abril deste ano.  As células do corpo de Attia ficaram cada vez mais resistentes ao efeito da insulina, o hormônio produzido pelo pâncreas humano para controlar a quantidade de açúcar no sangue e ele acabou e...

Diabetes tipo 1 pode ser confundido com gripe

Pais e até médicos podem subestimar e confundir os sintomas. Doença pode ser fatal se não for controlada a tempo. A Sociedade Brasileira de Diabetes informa que cerca de 13,5 milhões de brasileiros são portadores de diabetes , sendo que 10% desse número são afetados pelo tipo 1 da doença, também conhecida como diabetes infanto-juvenil. Nesse tipo específico da doença, os próprios anticorpos do organismo atacam o pâncreas, o produtor de insulina. É um ataque silencioso, mas quando afeta cerca de 80% do órgão, surgem os sintomas típicos do diabetes. A ausência da produção de insulina causa um desnivelamento da taxa de glicose no sangue – o que caracteriza a doença.  O problema maior, explicam os especialistas, está na dificuldade de detecção para o tratamento precoce. O teste é simples, mas os sintomas que levam a criança ao médico podem ser facilmente confundidos aos de uma gripe. “Às vezes até os médicos confundem. Acham que é virose, gripe ou gastrite, porque a do...

Dieta do diabético: comer pouco e várias vezes ao dia?

Um dos primeiros pensamentos que surge após o diagnóstico do diabetes é “nunca mais vou comer doces, assim como macarrão, pão e arroz”. Segundo o endocrinologista Márcio Krakauer, presidente da Adiabc (Associação de Diabetes do ABC), este conceito de proibição é ultrapassado e a dieta do diabético não deve ser vista como sinônimo de restrição e sacrifício. — O segredo é comer pouco, de tudo e várias vezes por dia. Nada precisa ser eliminado completamente do cardápio, nem mesmo o açúcar. O médico, que também é membro da SBD (Sociedade Brasileira de Diabetes), avisa que é preciso estar atento às quantidades e horários. E, claro, não se esquecer da prática regular de atividade física e da medicação. A adesão ao tratamento, reforça Krakauer, é o que garante o controle da doença e a possibilidade de se alimentar com prazer. — O paciente costuma adiar o início do tratamento por medo de ouvir do médico que o doce está proibido ou que vai ter que usar insulina. Isso não pode acont...

Diabetes mata uma pessoa por hora em São Paulo

São Paulo – A cada hora uma pessoa morre no estado de São Paulo devido a complicações causadas pelo diabetes. Segundo levantamento feito pela Secretaria de Saúde, foram 9.562 óbitos pela doença registrados em 2012, 5% a menos do que no ano anterior. As internações chegaram a 21.981 nos hospitais conveniados ao Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2012, 9.562 pessoas morreram em decorrência do diabetes no estado de São Paulo. O diabetes é uma doença silenciosa que aumenta os níveis de açúcar no sangue e é causada pela falha de produção, pelo pâncreas, da quantidade suficiente de insulina. Os principais sintomas são cansaço, perda de líquido, aumento da fome e da sede, além de má circulação do sangue. Os fatores de risco para o aparecimento da doença são a idade, histórico familiar, estresse, alimentação inadequada e sedentarismo. A prevenção é essencial e, caso seja confirmada a doença, o controle do açúcar evita as complicações. Entre elas estão a perda da visão a até mesmo al...

Vacina contra o diabetes: sonho ou realidade?

Pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, anunciaram na última semana um passo importante em direção à primeira vacina contra a diabetes. Os cientistas criaram um imunizante que se mostrou eficaz para controlar, em humanos, o tipo 1 da doença, que ocorre porque o sistema imunológico do próprio corpo passa a atacar as células beta, situadas no pâncreas, que fabricam a insulina. O hormônio permite a entrada, nas células, da glicose circulante na corrente sanguínea. Com menos insulina, há um acúmulo de açúcar no sangue, o que caracteriza a diabetes. O outro tipo, o 2, é resultado de alterações promovidas principalmente pela obesidade. Cientistas anunciam a eficácia, em humanos, de um imunizante para o controle do tipo 1 da doença. Além disso, a ciência apresenta novos remédios e até a criação de pâncreas artificial. A vacina impediu o ataque de um tipo de célula CD8 – integrantes do sistema imunológico – às células beta (leia mais no quadro). “Estamos mui...

Anvisa autoriza venda de novo medicamento para diabetes tipo 2

A Bristol-Myers Squibb e a AstraZeneca anunciam a aprovação pela ANVISA do medicamento FORXIGA™ (dapagliflozina) para o tratamento de diabetes tipo 2. Este é o primeiro produto, de uma nova classe, que funciona de forma diferente das drogas disponíveis para o tratamento do diabetes tipo 2 até o momento. A dapagliglozina auxilia na remoção do excesso de glicose do corpo de forma direta, enquanto os tratamentos convencionais baseiam-se na produção e atividade da insulina.    A aprovação do FORXIGA representa um avanço significativo no tratamento do diabetes tipo 2, uma vez que o medicamento age diretamente nos rins para inibir uma enzima, que é uma transportadora da glicose para o sangue. Quando essa enzima é inibida, a glicose em excesso, que vai para os rins, não retorna para a circulação e é removida do corpo com a urina. Consequentemente, ocorre uma redução dos níveis de açúcar no sangue.    A expectativa é que o medicamento esteja disponível no mercad...

Pesquisadores brasileiros descobrem medicamento contra hipertensão e diabetes

Pesquisadores brasileiros descobriram um novo fármaco que atua na dilatação dos vasos sanguíneos. O composto é um peptídeo chamado alamandina, que possui propriedades semelhantes a de outro peptídeo já descoberto pela mesma equipe, a angiotensina-(1-7). Os peptídeos são pedaços de proteínas que agem por meio de ligações com os receptores, que também são proteínas, mas localizados nas membranas das células. No momento em que ocorre a ligação entre o peptídeo e o receptor, são desencadeadas reações no corpo humano, que variam de acordo com a função do peptídeo que participa do processo. Pesquisadores brasileiros ganham cada vez mais destaque na medicina internacional quando o assunto é pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos. Alamandina A alamandina envia um comando ao cérebro que faz com que os vasos sanguíneos aumentem ou diminuam sua dilatação. "Ela tem propriedades interessantes. É anti-hipertensiva e produz efeitos antifibróticos no coração, ...