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Transtornos alimentares ainda são uma incógnita para muitos profissionais da saúde

Apesar da crescente preocupação nos últimos anos , os transtornos alimentares (TA) ainda são pouco discutidos na área da saúde. Muitos profissionais não sabem reconhecer os quadros de TA , tampouco tratá-los. Foi com o objetivo de preencher a lacuna sobre o assunto e discutir sobre as novas áreas em TA que as pesquisadoras do departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública (FSP) , Marle Avarenga , Sônia Philippi e Fernanda Baeza Scagliusi, ex aluna da FSP, lançaram o livro “ Nutrição e transtornos alimentares : avaliação e tratamento.” Enquanto a anorexia é um TA marcado pela recusa em se alimentar, provocando uma distorção da imagem corporal, a bulimia nervosa caracteriza-se por compulsão alimentar seguida por métodos compensatórios inadequados para evitar ganha de peso – vômitos provocados,abuso de laxantes e diuréticos. Além desses dois diagnósticos aparecem os transtornos alimentares não especificados (TANE) , e o transtorno da compulsão alimentar periódica (TCAP). O TCAP de...

Glicemia alterada pode provocar queda de fios e alterações no couro cabeludo

Cabelo não é só moldura para o rosto. Conforme seu estado, ele serve, também, para indicar a quantas anda a saúde de uma pessoa. Um exemplo é o que pode acontecer com quem está com seu diabetes mal controlado. Segundo o dermatologista João Carlos Lopes Simão, do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP-USP), a glicemia alterada pode provocar queda de fios e alterações no couro cabeludo. "O conjunto de alterações metabólicas que o diabético pode vivenciar quando está mal controlado influencia na concentração de fios sujeitos a queda", afirma o especialista. Simão explica que o cabelo cresce durante dois anos, depois fica de quatro a seis meses em repouso para, em seguida, cair. A maioria dos fios está na fase de crescimento e apenas cerca de 10% na fase de queda. A alteração no metabolismo interfere nessa percentagem, aumentando a quantidade em queda. "A situação pode ser revertida simplesmente atingindo bom controle", ensina Simão, acre...

As dificuldades de um diabético em encarar a insulina

Fica sempre um clima de suspense no ar ao comunicarmos um paciente sobre sua necessidade de insulina. A família compactua com isso e, infelizmente, muitos médicos também. Quantas vezes já ouvimos a frase: “se você não fizer dieta terá que entrar na insulina”. Como se isso fosse um castigo ou uma praga. Até 1921, o diagnóstico de diabetes insulino-dependente equivalia a um atestado de óbito. Não havia como manter a vida, uma vez que o pâncreas interrompia a produção de insulina. Mesmo com a privação do alimento até o jejum, mesmo com longas internações, mesmo com toda a medicina alternativa, nada continha a elevação da glicose no sangue, causando diurese maciça, desidratação, caquexia, coma e morte. Faltava a insulina que transporta a glicose para dentro das células e armazena nutrientes. Faltava o maior hormônio anabólico, que garante as reservas de glicose e energia que possibilitam a vida. Desde então, a tecnologia possibilitou a produção de insulinas puras e idênticas à insulina hum...

Estudo associa excesso de refrigerantes e sucos ao risco de diabetes

O consumo excessivo de refrigerantes, sucos e outras bebidas adoçadas com açúcar, aliado ao ganho de peso, pode contribuir para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, segundo estudo publicado na edição de novembro da revista científica Diabetes Care. De acordo com os especialistas, a ingestão dessas bebidas assim como outros alimentos açucarados deve ser limitada, para reduzir a obesidade e as doenças associadas ao excesso de peso. Avaliando dados de diversos estudos sobre o assunto realizados até maio deste ano, incluindo um total de 310 mil participantes e 15 mil casos de diabetes, os pesquisadores da Universidade de Harvard, nos EUA, descobriram que aqueles que ingeriam mais bebidas açucaradas - uma ou duas porções por dia (cerca de 340g) - tinham 26% mais chances de desenvolver o diabetes do que aqueles que consumiam essas bebidas em menor quantidade - menos de uma porção por mês. Além disso, o consumo excessivo de bebidas açucaradas foi associado a 20% maior risco de síndrome metab...

O diabético pode usar aparelho dentário?

Sim, mas é preciso bom acompanhamento. A correção dos dentes com aparelho, principalmente o fixo, requer cuidado e atenção para eventuais focos de infecção, ensina a cirurgiã dentista Ana Míriam Gebara, do Cape - Centro de Atendimento a Pacientes Especiais, da Universidade de São Paulo (USP). Ana Míriam Gebara - "Aparelhos para correção da posição dos dentes são utilizados principalmente por crianças e adolescentes, o que significa dizer que, quando são diabéticos, na maioria são do tipo 1 e têm maior dificuldade de controle da glicemia. Nos adolescentes, em que as mudanças hormonais estão presentes, esse controle é ainda mais complicado. Antes de se decidir sobre a colocação do aparelho, é necessário verificar como anda o comportamento glicêmico. Se o descontrole for grande, aumenta o risco de inflamação e agravamento da glicemia. É preciso também verificar se há doença periodontal - que é a inflamação e sangramento das gengivas -, que poderia ser agravada e levar à perda do den...

54% dos diabéticos estão insatisfeitos com os repasses do Governo Federal para a saúde pública

O GAAD Brasil, Grupo de Apoio aos Amigos Diabéticos, realizou uma pesquisa que constatou que os portadores de diabetes estão insatisfeitos com os repasses do Governo Federal para a saúde pública. Dos participantes da pesquisa - 174 no total - 94, ou seja, 54% acreditam que o governo não investe na saúde pública como deveria. Empatados tecnicamente, 17% acham que a saúde pública recebe os investimentos necessários e 16% justificam a falta de recursos como principal problema para os repasses. Ainda, 12% acreditam que o Governo Federal investe de forma correta na saúde brasileira. A pesquisa foi encerrada no dia 06 de novembro de 2010. Você acredita que o Governo Federal investe na saúde pública como deveria? Sim. 21 (12%) Não. 94 (54%) Sim, está bom. 31 (17%) Não, pois faltam recursos. 28 (16%) Participantes: 174

Consumir bebidas com açúcar aumenta risco de diabetes - Elas também elevam as chances de síndrome metabólica em 20%

A ingerir dois copos de bebidas que contenham açúcar refinado por dia aumenta os riscos de diabetes do tipo 2 em 26%, diz um estudo feito pela Harvard School of Public Health. Além disso, esse tipo de bebida ainda é um fator que eleva os riscos de síndrome metabólica em 20%. Entre as bebidas que podem ser prejudiciais estão refrigerantes, sucos de fruta industrializados, chás gelados, bebidas energéticas e vitaminas que são compradas já prontas. A pesquisa foi feita a partir de outros 11 estudos, que observaram mais de 300 mil homens e mulheres, com idades entre 21 e 84 anos. Os hábitos alimentares dessas pessoas foram analisados durante um período de quatro a 20 anos a fim de descobrir quais alimentos poderiam aumentar as chances de diabetes e síndrome metabólica. O resultado dos estudos mostrou que das 15 mil pessoas que desenvolveram diabetes e nove mil que tiveram síndrome metabólica, a maioria bebia com frequencia bebidas que tinham açúcar refinado. Os autores dos estudos levaram ...