O sistema Didget foi desenvolvido para o Nintendo DS com o objetivo de incentivar os jovens a testar os seus níveis de açúcar no sangue regularmente. Por meio de downloads dos resultados, o usuário é recompensado com pontos de jogo.
Por 29,99 euros, o cliente pode adquirir o sistema, que não é fabricado pela Nintendo, mas funciona com o console DS. Recentemente, os “Vigilantes do Peso” do Reino Unido concordaram em utilizar o Nintendo Wii Fit Plus como parte de seu programa de perda de peso. O software também ganhou o apoio oficial do Ministério da Saúde.
Nos últimos anos, graças às novas tecnologias, os pacientes com diabetes vêm experimentando novas maneiras de regular o açúcar no sangue. Segundo a porta-voz da Fundação Juvenil de Pesquisa do Diabetes, Karen Addington, muitos projetos ainda estão sendo desenvolvidos.
"Um dos projetos da JDRF (sigla em inglês) que será entregue em breve é um pâncreas artificial. Funciona por meio de dois dispositivos que podem falar uns com os outros - uma bomba de insulina e um monitor de glicose contínuo, que fará o controle do paciente”.
Atualmente 25 mil crianças no Reino Unido têm diabetes. Aqueles com tipo 1 - quando a medicação oral é ineficaz para tratar os níveis elevados de glicose no sangue - precisam testar seu sangue a cada poucas horas. A hipoglicemia, ou açúcar no sangue, é um dos riscos associados com a diabetes. No entanto, se a condição não for administrada corretamente, doenças cardíacas e cegueira podem ocorrer.
ESPECIAL DE DOMINGO: Conselho Nacional de Saúde considera ilegal cirurgia de diabetes, que ainda é marcada por graves problemas de saúde
Uma revista brasileira ouviu a paciente de Goiânia submetida ao procedimento. O caso dela foi a principal motivação para o conselho entrar nesta semana com uma representação no Ministério Público Federal pedindo que a operação deixe de ser realizada no Brasil
SUCESSIVAS INTERNAÇÕES Daliana passou pela cirurgia em 2005. Desde então, enfrenta graves problemas de saúde
Pelo menos 450 pacientes no Brasil já passaram por uma controversa cirurgia criada pelo médico goiano Aureo Ludovico de Paula com o objetivo de se livrar do diabetes tipo 2. Talvez o mais conhecido seja o apresentador de TV Fausto Silva, operado em julho. Faustão diz que está bem mas não fala sobre seu caso. A técnica é chamada de interposição do íleo. O íleo é a porção final do intestino delgado onde são secretados hormônios que estimulam a ação da insulina no pâncreas. Paula acredita que uma mudança nessa região do intestino possa controlar o diabetes e manter os pacientes livres dos remédios.
Desde 2007, a técnica tem sido apresentada em reportagens como uma esperança de cura. Nesta semana, o Conselho Nacional de Saúde se manifestou oficialmente sobre o assunto. Segundo o órgão que faz parte do Ministério da Saúde, a operação é ilegal.
Na quarta-feira (4), o Conselho Nacional de Saúde entrou com uma representação no Ministério Público Federal, em Goiânia, pedindo providências à procuradora Léa Batista de Oliveira. O presidente do Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, espera que a procuradora entre com uma ação judicial impedindo a realização desse procedimento no Brasil.
A cirurgia não é regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina como são todas as técnicas cirúrgicas consagradas. Poderia ser considerada experimental. Para isso o médico precisaria ter registrado um protocolo de pesquisa na Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep). Esse registro nunca existiu.
“Se a técnica não está formalizada nem é experimental, ela é ilegal”, afirma Batista Júnior. Segundo ele, o Conselho Nacional de Saúde está preocupado com as pessoas que fizeram a cirurgia e acham que estão bem. “A cirurgia atua sobre uma porção do intestino que é fundamental para a absorção de nutrientes. Essas pessoas precisam saber que correm o risco de desenvolver complicações imprevisíveis que podem até levar à morte.” Batista Júnior afirma que o Conselho Nacional de Saúde pretende mapear todos os pacientes que passaram pela cirurgia e acompanhar a evolução deles.
Feita por laparoscopia, a cirurgia consiste em aproximar do estômago uma parte do íleo (porção final do intestino delgado). O objetivo é intensificar a produção de hormônios existentes no íleo que estimulam a ação de insulina no pâncreas. Durante a operação, o médico faz também uma redução de cerca de 40% do estômago. O paciente perde peso e, com isso, diminui a resistência do organismo à insulina. O diabetes melhora.
Paula tem apresentado resultados positivos em congressos médicos e em revistas científicas. Em um artigo publicado em agosto de 2007 no periódico Surgical Endoscopy, ele afirma que, em um grupo de 39 pacientes submetidos à técnica, 90% ficaram completamente livres do diabetes. A técnica tem sido divulgada em reportagens. Mas a falta de estudos clínicos registrados e acompanhados por outros especialistas impede a avaliação criteriosa de possíveis riscos e benefícios.
“Não existe substrato na literatura científica para que essa técnica seja oferecida à população. Ela é feita por um único cirurgião que apresenta resultados sem auditoria”, diz Thomaz Szegö, presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica. Segundo Szegö, não é possível dizer nesse momento se a técnica é boa ou ruim.
“Ninguém está dizendo que a técnica é ruim. Estamos dizendo que é preciso comprovar se ela é boa ou ruim antes de oferecê-la aos pacientes”, diz. “Se for comprovado que ela é segura e eficaz, vamos incorporá-la ao arsenal médico”.
Conselho Nacional de Saúde, Francisco Batista Júnior, os pacientes de Paula não estão sendo devidamente informados sobre a falta de aprovação da cirurgia e sobre o risco de aparecimento de resultados inesperados.
A principal motivação da providência tomada pelo Conselho Nacional de Saúde foi a denúncia feita pela advogada Daliana Kristel Gonçalves Camargo, de 31 anos, moradora de Goiânia. Em 2005, Daliana decidiu fazer uma cirurgia de redução de estômago. Ela mede 1m58 e, na ocasião, estava com 95 quilos. Segundo Daliana, o médico Aureo Ludovico de Paula disse que usaria a técnica convencional. Daliana assinou um termo de ciência, segundo o qual seria submetida a uma gastroplastia laparoscópica para tratamento de obesidade mórbida. Gastroplastia é um nome genérico que indica redução de estômago.
A informação que aparece no relatório assinado pelo médico no final da cirurgia é outra: ele afirma ter feito uma “gastroplastia vertical associada a interposição ileal”. A família de Daliana diz que não foi informada de que ela tinha sido submetida a uma cirurgia não-regulamentada. “O médico não nos explicou nada sobre isso. Achamos que minha filha faria uma redução de estômago convencional, a mesma que tanta gente já fez”, diz a mãe de Daliana, a funcionária pública Vera Lúcia Gonçalves de Camargo. “Vimos o termo interposição ileal no relatório dele mas não estranhamos nada. Somos leigos.” A família diz ter pago R$ 28 mil pela cirurgia.
A família não entende também por que Daliana foi submetida à interposição do íleo se ela nunca foi diabética. Teoricamente, a interposição do íleo poderia contribuir para a liberação de hormônios que aumentam a sensação de saciedade. Essa é uma hipótese levantada pelos cientistas. Mas não há comprovação de que seja seguro recorrer a esse expediente para reduzir a vontade de comer. Para obter exclusivamente esse efeito, existem as cirurgias clássicas de redução de estômago que já foram testadas, reproduzidas por muitos grupos ao redor do mundo e regulamentadas.
Daliana diz que sua vida nunca mais voltou ao normal depois da cirurgia. “Mesmo comendo devagarzinho, eu só vomitava. Eu procurava o médico e ele dizia que o problema era meu, que eu não sabia comer direito.” Nos últimos anos, ela foi submetida a vários procedimentos para tentar fechar uma fístula em seu estômago. Ficou internada por longos períodos, inclusive na UTI.
Desde o início do ano, Daliana não come nada. Não pode sequer beber água. É alimentada por uma sonda que leva uma solução proteica diretamente ao seu intestino. A família entrou na justiça de Goiânia com uma ação contra o médico. Pede o pagamento das despesas médicas e uma indenização de R$ 10 milhões. “Esse não é um caso de erro médico. É um caso grave de experiência médica sem consentimento”, diz o advogado da família Marcelo Di Rezende Bernardes.
A procuradora Léa Batista de Oliveira, do Ministério Público Federal, em Goiânia, investiga o caso desde julho. Recebeu nesta semana a representação do Conselho Nacional de Saúde. Pretende entrar com uma ação penal de lesão corporal e exercício ilegal da medicina contra Aureo Ludovico de Paula. Antes disso, vai solicitar que Daliana seja submetida a uma perícia médica e vai ouvir o médico. “Com base nas investigações que fizemos até agora tudo indica que esse é um caso de grave violação dos direitos humanos”, diz Léa.
“Estamos diante de experiências realizadas em desconformidade com todas as normas vigentes. O médico não informa devidamente os pacientes sobre os riscos da cirurgia, não tem protocolo de pesquisa, faz publicidade de uma técnica não-regulamentada e cobra por ela”, diz Léa. O caso de Daliana também está sendo investigado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos.
Na quarta-feira, ÉPOCA esteve no consultório do médico Aureo Ludovico de Paula, em Goiânia. Ele se recusou a dar entrevista. Disse que não fala sobre sua técnica nem sobre o caso Daliana. Em sua defesa no processo que corre no Tribunal de Justiça de Goiás, o médico alega que “a cirurgia não é experimental e sim uma variante técnica de uma cirurgia consagrada há mais de 20 anos”.
Afirma também que “a paciente não foi objeto de nenhuma pesquisa e sim de terapêutica para obesidade e que a complicação ocorrida aparece na mesma frequência em outras operações bariátricas”. Alega ainda que “a fístula é uma resposta orgânica espontânea da paciente. É intercorrência imprevisível, uma complicação pós-operatória sem nenhum nexo com o procedimento realizado adequadamente”.
Leia a entrevista de Daliana a ÉPOCA
ÉPOCA esteve no quarto de Daliana em sua casa em Goiânia. Presa a uma sonda e a um dreno, Daliana costuma passar os dias agitada. Tem se tratado com o antidepressivo Daforin. Em um raro momento de tranquilidade, concordou em dar a seguinte entrevista:
'QUERIA FICAR BONITONA' Daliana antes da cirurgia
ÉPOCA – Por que você resolveu emagrecer? Daliana Kristel Gonçalves Camargo - Queria ficar bonitona. Tinha tentado de tudo: spa, dietas etc. Fazia exercício, fazia de tudo e não emagrecia. Sempre quis ser magrinha. Queria ser maravilhosa no verão. Mas fui engordando, engordando. Primeiro o Dr. Áureo colocou um balão no meu estômago. Fiquei seis meses com ele mas não resolveu. Logo comecei a engordar de novo. Ele me disse que se eu tivesse 100 kg poderia fazer a cirurgia. Comecei a comer muito para poder fazer a operação. Era mais fácil engordar do que emagrecer. Passei de 77 para 86 kg. O médico disse que ainda não dava. Aí eu me esforcei. Comia muito doce e fritura. Tudo. Cheguei a 95 kg. Agora você imagina o que é não poder comer nada agora. Eu gostava muito de comer.
ÉPOCA – Você queria ficar magra para quê? Daliana - Para me educar. Depois da cirurgia eu não iria poder comer tanto, não iria engordar. Iria ficar bonita, iria vestir a roupa que quisesse. A psicóloga tinha me dito que depois da cirurgia minha vida seria diferente. Iria viver uma vida de operada.
ÉPOCA – É verdade que depois da cirurgia de 2005 você nunca mais pôde comer uma refeição normal? Daliana - É verdade. Eu vomitava, passava muito mal. Comia só papinha e ainda assim só vomitava. Mesmo comendo devagarzinho eu só vomitava. Eu procurava o médico e ele dizia que o problema era meu, que eu não sabia comer direito. Eu achava que ele estava certo e não discutia com ele. Ele dizia que a culpa era minha e eu acreditava.
ÉPOCA – Ele nunca explicou nada para você sobre a interposição do íleo? Não disse que era uma técnica experimental? Daliana - Não. Nunca falou. Quando os problemas começaram a aparecer, ele disse que eu era azarada. Ele disse que tudo o que fazia dava certo, mas em mim as coisas que ele fazia não davam certo. Por muito tempo eu achei que não ia achar outro médico que fosse dar conta do meu caso. Por mais que ele me maltratasse eu tinha que aceitá-lo porque eu não tinha para onde ir.
ÉPOCA – Qual é o sentimento que você tem em relação ao Dr. Áureo? Daliana - Tenho raiva porque ele não me disse que iria fazer uma cirurgia não regulamentada. Tenho raiva porque ele disse uma coisa e fez outra. Hoje não posso comer nada. Nem beber água.
ÉPOCA – Como está se sentindo hoje? Daliana - Perdi contato com minhas amigas. Estava fazendo pós-graduação, tive de parar. Não dou conta de estudar desse jeito. Perdi minha avó. Minha avó morreu, não pude ir ao velório dela. Eu estava internada em São Paulo. Quando cheguei em casa...(choro). Não acreditei que nunca mais iria ver minha avó. É muito triste.
ÉPOCA – E você sente falta da convivência com seus amigos? Daliana - Todo domingo a gente saía, ia ao cinema, em festinha, era muito bom. Eu perdi isso. Não posso sair porque se vejo comida fico louca para comer e não posso. Estou tomando Daforin para controlar a ansiedade. Consigo andar mas preciso carregar o suporte da sonda e tomar cuidado com o dreno. Estou com sonda desde janeiro deste ano. Estou presa a ela porque tenho de tomar a dieta proteica. Tomo seis por dia.
ÉPOCA – Você sente fome? Daliana - Só vontade de comer.
ÉPOCA – O que você tem feito? Daliana - Vejo televisão, fico na internet (uso notebook), tento estudar. O que eu posso fazer, eu faço. Mas tenho que ter muito cuidado com o dreno colocado na saída do estômago. Não posso correr nem andar muito rápido. Andar devagar e com muito cuidado eu posso. Até porque o dreno não tem ponto. Se sair tenho de pegar um avião, ir correndo pra São Paulo, torcer pra não dar nenhuma infecção. Se der infecção, tenho de tomar antibiótico e nem sei qual. Tem de fazer punção, drenar, ver qual bactéria que eu tenho e qual antibiótico tenho que tomar. É uma novela. Tem dia que choro a noite toda.
ÉPOCA – Você sabe com quantos quilos, mais ou menos, você está hoje? Daliana - Sei. Estou com 56 kg. A dieta é muito boa, não me deixa emagrecer. Preciso estar bem para a próxima cirurgia. O médico de São Paulo vai tentar fechar a fístula que eu tenho no estômago. Se não funcionar, ele vai ter de extrair o meu estômago. Vou rezar muito para dar certo.
Asssita ao vídeo que a família de Daliana colocou na internet sobre o caso:
Uma pesquisa realizada pela Universidade de São Paulo (USP) constatou que a manga é um excelente coadjuvante no tratamento do diabetes e pode ser incorporada de forma simples e prática na alimentação do dia a dia. Apesar de a fruta ser saborosa, rica em vitamina C e betacaroteno (precursor da vitamina A), foram as grandes quantidades de fibras, particularmente a pectina, que despertaram interesse da equipe da Esalq em estudá-la mais detalhadamente.
A pectina é uma fibra solúvel que, como todas, pode apresentar efeito hipoglicemiante (reduz a glicose) por retardar a digestão de amido e outros polissacarídeos, processo que leva à liberação da glicose no estômago para o intestino e a absorção mais lenta pelo organismo, evitando que seus níveis se elevem de modo muito rápido e intenso no sangue. Na pesquisa, foram analisados dois grupos de diabéticos. Um grupo recebeu uma dieta contendo 5% de manga e o outro recebeu uma dieta sem a fruta, mas com alimentos que controlam a doença.
A cada 15 dias, o sangue de todos era coletado para determinação de glicose sanguínea e glicogênio hepático. Ao final da pesquisa, a glicemia chegou ao nível de 107mg/dl nos pacientes que receberam a manga, enquanto naqueles que receberam a dieta-convencional manteve-se o nível de glicose em 330mg/dl.
Os pesquisadores explicam que os pacientes que receberam manga na dieta apresentaram o nível de glicogênio 64% maior do que aqueles alimentados com a dieta-controle, o que é excelente, já que o ideal é que a maior parte da glicose absorvida não seja utilizada imediatamente e sim que seja armazenada no fígado sob a forma de glicogênio.
A manga pode ser consumida in natura ou em sorvetes, sucos, saladas e outras refeições, mas deve-se prestar atenção na dieta, afinal ela também é rica em calorias.
A ingestão regular de peixe branco e gordo protege contra o desenvolvimento da diabetes tipo 2. No entanto, a ingestão de marisco parece ter um efeito contrário, revela um estudo publicado na revista Diabetes Care. Para esse estudo, os pesquisadores da University of Cambridge, no Reino Unido, contaram com a participação de 9.801 homens e 12.183 mulheres saudáveis, com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos, os quais forneceram dados relativos ao seu consumo semanal de marisco e peixe branco, nomeadamente, bacalhau, linguado ou peixe gordo, como a cavala, arenque, atum e salmão.
O estudo revelou que, ao longo de um período médio de 10 anos, 725 participantes desenvolveram diabetes tipo 2 e que o risco de desenvolvimento dessa patologia foi cerca de 25% menor nos participantes que ingeriram uma ou mais porções de peixe branco ou gordo por semana.
Inesperadamente, os investigadores verificaram que os participantes que ingeriram quantidades semelhantes de marisco, principalmente camarão, caranguejo e mexilhões, tinham um risco 36% maior de desenvolverem diabetes tipo 2.
O baixo risco de desenvolvimento de diabetes tipo 2 relacionado com a ingestão de peixe branco e gordo e o risco elevado com a ingestão de marisco mantiveram-se mesmo quando os pesquisadores tiveram em conta alguns fatores de risco para a diabetes, nomeadamente a atividade física, a obesidade e o consumo de álcool, de frutas e vegetais.
Na opinião da líder do estudo, Nita Forouhi, a relação entre o consumo de marisco e o risco de diabetes requer ainda mais estudos."
Segundo pesquisas da Harvard School of Public Health estima-se que mais de 21 milhões de americanos sejam portadores de Diabetes tipo 2. Para estes, quando ocorre uma diminuição, mesmo mínima, na hidratação, podem aparecer problemas sérios de saúde.
Frente a isso, foram elaboradas três razões chaves explicando porque os portadores de diabetes devem incluir muita água no dia-a-dia.
A falta de água no organismo de um portador de diabetes pode resultar em hiperglicemia, que é o aumento da taxa de açúcar no sangue. Se você acha que beber água não é um hábito saboroso e prazeroso, siga a dica: coloque uma rodela de limão ou laranja cada vez que for tomar um copo de água.
A desidratação relacionada aos exercícios físicos ocorre mais rapidamente nos portadores de diabetes e tem conseqüências sérias. Isso ocorre por que seu organismo requer mais água para nivelar o açúcar no sangue. Por isso, é extremamente importante beber água, antes, durante e depois de praticar exercícios físicos.
A Síndrome Hiperosmolar Hiperglicêmica, apesar de ser relativamente rara, tem as conseqüências mais severas da desidratação nos portadores do diabetes tipo 2, como alterações nas funções dos rins, coma, e até mesmo a morte. A melhor maneira de prevenir essas complicações é a ingestão abundante de água. Para impedir complicações mais sérias, os pacientes devem monitorar os níveis de açúcar do sangue regularmente.
A água é um elemento crucial para a boa saúde das pessoas, mas para os portadores do diabetes tipo 2 pode ser uma forma de salvar a vida.
No final de setembro e início do mês de outubro os maiores especialistas em diabetes do mundo se reuniram em um congresso em Viena, na Áustria. O objetivo do evento foi compartilhar entre os profissionais de saúde os estudos e a discussão sobre as novas tecnologias empregadas no tratamento da doença. Um congresso que confirmou que o Brasil está traçando o caminho certo em relação ao diabetes.
Uma das palestras de destaque foi proferida por Bruce Buckingham, endocrinologista pediátrico de Stanford (Califórnia, EUA), que mostrou um sistema de predição e automação da prevenção de hipoglicemia em pacientes com bombas de insulina, utilizando um programa de algoritmos de alarmes para a suspensão da infusão de insulina.
O trabalho de Buckingham mostrou que cerca de 75% das hipoglicemias em crianças ocorrem durante o sono, com uma taxa de risco de morte próxima a 6%. As hipoglicemias duram, em média, 81 minutos por episódio. Em 47% das crianças, a hipoglicemia acontece com pelo menos uma hora de duração, 23% com duas horas e 11 % com três horas de duração. Com seu algoritmo, usando três alarmes seguidos para determinar a suspensão da infusão de insulina, o endocrinologista de Stanford reduziu em cerca de 75 % os episódios de hipoglicemia. O sistema aguarda aprovação do FDA (Food and Drug Administration, agência reguladora do setor nos Estados Unidos), pois prevê num sistema de loop a descontinuação e o reinício da infusão da insulina de forma automatizada.
Outro trabalho fascinante apresentado no Congresso de Viena foi o de um Bioengenheiro de Boston, Edward Damiano, que utilizou um sistema de loop fechado e completou o primeiro trabalho em humanos em setembro de 2009, infundindo insulina em uma bomba e glucagon em outra. A vantagem do sistema é a utilização somente do peso corporal e não ter necessitado de intervenção com carboidratos, demonstrando excelentes resultados com o promissor sistema de infusão combinada. O trabalho promete e será em breve publicado.
O italiano Cláudio Cobelli, da Universidade de Pádua, apresentou um trabalho polêmico. Ele conseguiu, junto ao FDA, a aprovação de um modelo de infusão subcutânea em um sistema de loop fechado em diabéticos tipo 1 “in silico”, economizando anos e fases de pesquisa em modelos animais, alimentando o chip com dados amplamente conhecidos na fisiologia do diabetes. “In silico” é um termo utilizado para se referir ao silício, material da inteligência dos chips de informática. Pesquisas “in silico” são, portanto, pesquisas que utilizam modelos desenvolvidos em chips, que simulam o corpo humano.
O simulador foi aprovado em 18 de janeiro de 2009 pelo FDA e deve dar o que falar, pois vários questionamentos surgiram quanto às inúmeras e incontáveis variáveis que o programa simulador ainda precisará desenvolver para responder como um modelo animal. Como é “in silico”, pode ser continuamente aperfeiçoado e poderá futuramente individualizar modelos como, por exemplo, para obesos, insulino-resistentes, dentre outros perfis. Porém, já contou com a aprovação do FDA.
O Congresso de Viena contou com a presença de diversos membros da Sociedade Brasileira de Diabetes e nosso país já disponibiliza grande parte dos recursos analisados no evento, como as bombas de insulina e os monitores real time. Os principais laboratórios brasileiros já têm hoje recursos completos para o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes diabéticos, como os exames de Hemoglobina glicada A1C (realizada por HPLC, em metodologia preconizada pelas sociedades mundiais), CGMS (Continuous Glicose Monitoring System), Glicemia de jejum e Glicemia média estimada, provas e testes funcionais, Curvas para diagnóstico do diabetes gestacional, Microalbuminíria, Cleareance de creatinina, insulina, anticorpos anti GAD, ICA e IA2.
* Mauro Scharf é endocrinologista da DASA, que é representada em Mato Grosso pelas marcas Cedic/Cedilab, e um dos fundadores do Centro de Diabetes de Curitiba
Sobre a DASA A DASA é a maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina em termos de receita bruta e população e a quinta maior rede no mundo. Com mais de 12 mil colaboradores, atende aproximadamente 55 mil pacientes por dia em 328 unidades. Processa em média, 6,5 milhões de exames por mês. Oferece mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnóstico por imagem. Atualmente, o grupo é formado por 20 marcas em treze estados – Delboni Auriemo, Lavoisier e Maximagem, em São Paulo ; Bronstein, Lâmina e MedImagem, no Rio de Janeiro; Club DA, em São Paulo e Rio de Janeiro; Pasteur e Exame, em Brasília; MedLabor, em Brasília e Tocantins; Curitiba Santa Casa e Frischmann Aisengart, em Curitiba ; Laboratório Álvaro, em Cascavel e Foz do Iguaçu; CientíficaLab, no Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro; Image Memorial, em Salvador; VITA Lâmina, em Florianópolis; Atalaia, em Goiás; Cedic e Cedilab no Mato Grosso; e LabPasteur e Unimagem, em Fortaleza. *Informações atualizadas em maio de 2009.
Sobre o Cedic e Cedilab Medicina Diagnóstica O Cedic e Cedilab nasceram, respectivamente, há 14 e 9 anos no Mato Grosso e são considerados referências para o segmento de medicina diagnóstica. Juntos, somam mais de 200 colaboradores em nove unidades, que atuam na capital e na região metropolitana. São realizados mais de três mil tipos de exames de análises clínicas e diagnósticos por imagem que contemplam serviços e soluções diferenciados com qualidade, rapidez e alto padrão de atendimento, como a coleta domiciliar. Há dois anos, a marca é escolhida como o prestador de serviços em medicina diagnóstica mais lembrado pela população na região por meio do prêmio Top of Mind, realizado pela revista RDM, com os institutos Newcomdates Tecnologia da informação e Full Time Pesquisa de Mercado . O Cedic e Cedilab fazem parte da DASA, maior empresa de medicina diagnóstica na América Latina e quinta maior no mundo. Para mais informações: www.cedic.com.br e www.cedilab.com.br
O diabético está mais sujeito a mudanças de humor e à ocorrência de problemas emocionais?
Muito se fala sobre a maior irritabilidade do portador de diabetes como consequência de descontrole glicêmico. Não existem, porém, estudos conclusivos a respeito do assunto, alerta a endocrinologista Geisa Maria Campos de Macedo, responsável pelo ambulatório de diabetes do Hospital Agamenon Magalhães, ligado à Universidade Estadual de Pernambuco. Ela explica também os efeitos de estados depressivos e de distúrbios de comportamento como a bulimia sobre a glicemia.
Geisa Maria Campos de Macedo: Não é o organismo do diabético que provoca maior ou menor irritabilidade. Todo ser humano é suscetível à irritação e, embora haja quem associe a hiperglicemia à maior irritação, acredito que esse é um comportamento que depende mais da personalidade e do caráter, de como a pessoa encara a vida, do que de uma questão fisiológica.
Existem as dificuldades de lidar com a doença, principalmente no diabético tipo 1, que já começa sua convivência com o diabetes sendo obrigado a tomar insulina, medir a glicemia e mudar seu modo de vida. O diabetes, talves mais intensamente do que a maioria das doenças crônicas, não permite que a pessoa “tire férias”. Ela é obrigada a lembrar-se de sua condição todos os dias, várias vezes ao dia e, às vezes, se cansa e se estressa. Muitas vezes a constatação contínua das oscilações glicêmicas leva a um estado de depressão e desânimo que geralmente conduz à piora do controle da glicemia. Isso pode gerar um comportamento de desleixo em relação à dieta, às atividades físicas e à administração de insulina. A pessoa fica sem ânimo, acha que seus esforços são inúteis e se descuida das atenções que deveria ter consigo mesma.
Quando está em estado depressivo, o aconselhável é buscar o acompanhamento terapêutico. Se estiver utilizando medicamentos antidepressivos, é conveniente que o psiquiatra que a atende esteja em contato com o endocrinologista, para adequar os medicamentos que serão utilizados às condições de cada um, especialmente em pacientes mais idosos. Algumas drogas antidepressivas não podem ser ministradas se há determinadas complicações do diabetes, como é o caso da neuropatia autonômica, por exemplo.
Acredito mesmo que todo diabético, principalmente o tipo 1, nos primeiros anos de convivência com a doença, deve contar com apoio psicológico para aprender a lidar corretamente com sua nova situação. A depressão pode aparecer, em alguns casos, como consequência de a pessoa se sentir diferente dos outros e o apoio psicológico pode facilitar a aceitação dessa condição.
Distúrbios de comportamento como a bulimia, que se caracteriza pelo excesso de ingestão de alimentos e posterior provocação de vômito, também podem prejudicar o controle glicêmico. A bulimia aparece mais comumente em meninas adolescentes, que deixam também de tomar algumas doses de insulina para facilitar o emagrecimento. Com isso, elas criam uma situação de total descontrole glicêmico que pode trazer graves danos à saúde. O importante, nesses casos, é buscar a orientação profissional adequada para que se consiga o equilíbrio emocional desejado com a percepção de que uma dieta saudável e equilibrada pode provocar o mesmo efeito que elas desejam, ou seja, ficar dentro do peso adequado.
Em contrapartida, adolescentes homens às vezes lançam mão de anabolizantes para ganhar mais massa muscular. Anabolizantes não devem ser utilizados por qualquer pessoa sem a devida prescrição médica mas, no caso do diabético, o dano pode vir inclusive com o ganho de peso. Os anabolizantes abrem o apetite, a pessoa come mais, engorda, sai do controle glicêmico e tem de usar mais insulina, entre outras coisas.
Enfim, é preciso se harmonizar com a realidade, enfrentá-la de forma firme mas suave, tentando adaptar-se de maneira produtiva aos desafios da vida, sejam eles o diabetes ou qualquer outro.
Em alguns casos, sim, a perda de sensibilidade aos sintomas da hipoglicemia pode ser revertida. Quando a pessoa tem diabetes há pouco tempo – até cerca de cinco anos – é possível voltar a sentir os sintomas da hipo com a estabilização da glicemia na faixa da normalidade. Quando a falta de percepção acontece nos portadores de diabetes de longa data, porém, a melhora pode ser relativa. Em ambos os casos, buscar e manter o melhor controle glicêmico é imprescindível, como explica a endocrinologista Sandra Roberta Gouvêa Ferreira, do Departamento de Medicina Preventiva da Universidade Federal de São Paulo -Unifesp/Escola Paulista de Medicina.
Sandra Roberta G. Ferreira – “A falta de percepção dos sintomas da hipoglicemia é conseqüência do controle glicêmico inadequado. A hiperglicemia crônica induz a uma inibição da resposta do sistema nervoso autônomo na liberação das catecolaminas, entre as quais se encontram a adrenalina e a noradrenalina, hormônios responsáveis pela constrição dos vasos sangüíneos e aumento dos batimentos cardíacos. A liberação dessas substâncias é desejável durante uma crise de hipoglicemia, pois favorecem a elevação do nível de glicose circunstancialmente baixo. A falta das catecolaminas representa grande prejuízo ao organismo na reação à hipoglicemia, que normalmente se manifestaria pela suadeira, tremores e tontura.
Quanto mais tempo a glicemia permanecer descontrolada, maior a chance de se desenvolver neuropatia autonômica, isto é, comprometimento do sistema nervoso autônomo, o qual controla as funções que não dependem da nossa vontade.
A forma de se conseguir voltar a perceber a hipoglicemia é buscar melhorar a glicose no sangue, aumentando o número de testes de ponta de dedo, fazendo esses testes também nos horários de pico da insulina NPH e insulina regular. As insulinas sem pico e as ultra-rápidas – essas últimas, por terem efeito fugaz – não requerem tanto testes extras. O bom controle inclui, ainda, o uso correto e doses adequadas de insulina, alimentação controlada e prática regular de atividades físicas.
Algumas pessoas optam por se manter em hiperglicemia para evitar o risco de perda da consciência ou convulsão por causa da hipo, mas essa é uma opção totalmente incorreta que só agrava a disautonomia, além de poder levar a outros danos ainda mais graves no organismo.
Mesmo com excelente controle, apenas parte dos danos ao sistema nervoso autônomo, instalados ao longo dos anos, poderá ser revertida. Excepcionalmente haverá de novo a ocorrência de tremores, suor ou palidez, mas será possível manter parcialmente a sensação de fome e de fraqueza.
Para quem tem diabetes há menos de cinco anos, a boa notícia é que geralmente a falta de sensibilidade à hipoglicemia ainda não chegou a provocar alterações definitivas no sistema nervoso e, por isso, é possível reverter totalmente esse quadro com o controle glicêmico.
Embora não estejam disponíveis, na prática clínica, exames específicos para determinar se houve comprometimento do sistema nervoso autônomo, outros indícios desse comprometimento podem ser observados para se chegar ao diagnóstico. Um deles é a medição da pressão arterial da pessoa deitada e, em seguida, na posição em pé. Se houver queda muito significativa da pressão entre uma posição e outra, chamada de hipotensão postural, que causa a sensação de tontura e escurecimento da visão, esse é outro indício de que o sistema nervoso autônomo não está respondendo adequadamente.
A sensação de “empachamento” – de estar com o estômago abarrotado - após a ingestão de uma refeição também pode ser um dado adicional. Como o estômago tem terminações nervosas do sistema nervoso autônomo que respondem por seu esvaziamento progressivo, o alimento fica acumulado ali por mais tempo do que o normal. Esse atraso no esvaziamento progressivo do estômago é decorrente do processo chamado de gastroparesia diabética, uma paralisia incompleta do estômago.”
ESPECIAL DE DOMINGO: Boas dicas deixam doces diets mais atraentes Fonte: Portal Diabetes Entrevista com a culinarista Sônia Regina Olhiara Anselmo, que trabalha no desenvolvimento e ensino de receitas de pratos doces dietéticos, e conhece de cor e salteado algumas dessas dicas.
Fazer doces, bolos e sobremesas para diabéticos nem sempre requer só a substituição de açúcar pela quantidade similar de adoçante artificial. Às vezes é necessário conhecer alguns truques para se chegar a um bom resultado, não só em relação ao paladar, mas, também, no que se refere à aparência do alimento. Afinal, todo mundo sabe que um prato bonito exerce tanto poder sobre o estômago quanto seu gosto.
A culinarista Sônia Regina Olhiara Anselmo, que trabalha no desenvolvimento e ensino de receitas de pratos doces dietéticos, conhece de cor e salteado algumas dessas dicas. Ela sabe que, para fazer caldas ou suspiros o adoçante nem sempre produz resultado, se a pessoa não souber exatamente o quê ou como usar cada produto.
"Os doces caseiros, principalmente, não ficam satisfatórios quando preparados com qualquer adoçante. Esses doces feitos com açúcar ficam com a calda grossa, mas, com o adoçante, a calda fica rala e aguada", explica a culinarista. Quando o doce é de banana, a aparência fica comprometida, porque a fruta não escurece e fica parecendo crua.
Para fazer a calda, Sônia diz que o único adoçante apropriado é a frutose. Com ele, é possível engrossar a calda e deixá-la bem moreninha, como acontece com o açúcar. Mas é preciso lembrar que o consumo da frutose deve ser bem moderado e, portanto, o portador de diabetes não deve comer em excesso esse tipo de doce. Em relação às medidas apropriadas para a fabricação de doces e bolos, é possível substituir o açúcar pela mesma quantidade de adoçante granular. Mas, se for utilizar o multiadoçante, a substituição deve ser de uma colher de sopa do adoçante para cada xícara de açúcar. Essas quantidades, porém, podem variar um pouco para mais se a pessoa quiser o doce bem doce.
Para a culinarista, os doces dietéticos podem ter o mesmo custo de um doce normal. Não existe razão, segundo ela, para que os dietéticos sejam mais caros como acontece quando se compra o produto pronto em lojas especializadas ou supermercados.
Outra dica de Sônia refere-se ao uso de frutas em doces. As cristalizadas, por conterem açúcar, não podem ser utilizadas. Já as frutas secas devem passar previamente por água fervente, para diminuição do açúcar e, também, por uma questão de higiene. Depois de passadas na água, pode-se inclusive congelá-las, tendo-se o cuidado de colocá-las antes numa peneira para escorrerem bem. Como elas podem ficar um pouco sem gosto, na hora de utilizá-las joga-se um pouco de adoçante por cima. As frutas frescas podem ser usadas e podem constituir uma opção mais barata, quando se dá preferência às frutas de época.
Saber usar bem o forno também é meio caminho andado para o sucesso da receita. A culinarista recomenda não utilizar o forno elétrico ou o microondas e evitar o uso de forno preaquecido. Com o forno já quente, a receita cresce rapidamente para, logo em seguida, murchar. Não se deve esperar que o bolo fique corado como o feito com açúcar, porque isso não acontece com o adoçante. Se demorar mais tempo no forno, o bolo acaba queimando e se ressecando.
No caso de pães, pode-se conseguir o efeito de corar pincelando uma mistura feita com frutose, água e leite. O pão vai ficar um pouco úmido e, por isso, não se pode usar uma quantidade da mistura maior do que duas colheres de sopa. Para o pudim, não há como deixá-lo corado. A solução é fazer uma geléia de frutas e cobri-lo com ela.
Foto Oficial do Cristo Redentor (Rio de Janeiro, RJ) no Dia Mundial 2009.
Centenas de pessoas se mobilizaram para iluminar o Brasil de azul no dia 14 de novembro de 2009. Monumentos, pontos turísticos, hospitais, sua empresa e residências estarão participando.
O Dia Mundial do Diabetes 2009 foi mais que um dia especial ou de 'comemoração' para vencer o diabetes; foi o dia em que todos nos unimos para conscientizar e alertar os diabéticos e não diabéticos, para o grande problema que vem se tornando, ano após ano, a epidemia do século - o diabetes. O GAAD - Amigos Diabéticos entrou nesta luta pela segunda vez, a primeira em 2008 mostrou que somos capazes de semear algo bom no coração das pessoas, que elas possam transmitir aos outros o sentimento de responsabilidade em sua rotina alimentar e de exercícios físicos.
O GAAD trouxe à você, a cobertura COMPLETA do DIA MUNDIAL DO DIABETES. A transmissão de informações foi realizada pelo twitter do @dmdiabetes, onde você acompanhou cada nova notícia de uma forma diferente e interessada por nossa parte!
Além da cobertura completa, o GAAD proporcionou aos seus novos membros, um bate-papo super descontraído e informativo sobre o diabetes e as adversidades que a doença provoca no dia dia de cada um. O encontro virtual teve repercussão mundial, sendo divulgado pela Sociedade Brasileira de Diabetes em seu twitter do Dia Mundial.
No dia 14 de novembro é o Dia Mundial do Diabetes. Essa data foi escolhida por ser o dia no nascimento de Frederick Banting. Ele e Charles Best foram os primeiros cientistas a conceberem a ideia que levou à descoberta da insulina.
Para chamar a atenção do problema e levar para o debate tudo o que envolve a doença, a International Diabetes Federation realiza centenas de atividades pelo mundo inteiro, apoiada pelas entidades filiadas, entre elas, a Sociedade Brasileira de Diabetes. O Dia Mundial tem o apoio da Organização Mundial de Saúde (OMS) e,recentemente, da ONU (Organização das Nações Unidas).
As campanhas de esclarecimento têm o objetivo de informar o público sobre as causas, sintomas, complicações e tratamentos do diabetes. A data conscientiza todos, crianças e adultos, profissionais de saúde, formadores de opinião e mídia e servem como um importante lembrete para a incidência de diabetes, que vem crescendo no mundo todo a cada ano. Muitas entidades e associações promovem eventos educativos para chamar a atenção para a importância do tratamento em diabetes e do diagnóstico precoce. Entretanto, é bom lembrar que as ações não devem se resumir ao dia 14.
A cada ano, um tema é definido pela IDF para ser divulgado e este ano - assim como em 2007 - o foco ser' “Diabetes nas Crianças e Adolescentes”. O diabetes é uma das doenças mais comuns da infância e pode atingir crianças de qualquer idade, até mesmo bebês. Na maioria das vezes, o diabetes é detectado tardiamente, quando a criança já está em cetoacidose, ou então, diagnosticado de forma completamente errada. Além disso, o fornecimento da insulina é insuficiente em vários países, provocando a morte de crianças com diabetes, especialmente em países subdesenvolvidos.
Os objetivos da campanha do Dia Mundial são conscientizar sobre o aumento de casos de diabetes tipo 1 e tipo 2 em jovens e ressaltar a importância do diagnóstico precoce e de educação em diabetes. Isso ajudaria a reduzir complicações crônicas e salva vidas.
Centenas de pessoas estão se mobilizando para iluminar o Brasil de azul hoje, 14 de novembro. Monumentos, pontos turísticos, hospitais, sua empresa e residências estarão participando.
Hoje é mais que um dia especial ou de 'comemoração' para vencer o diabetes; é o dia em que todos nos unimos para conscientizar e alertar os diabéticos e não diabéticos, para o grande problema que vem se tornando, ano após ano, a epidemia do século - o diabetes. O GAAD - Amigos Diabéticos entra nesta luta pela segunda vez, a primeira em 2008 mostrou que somos capazes de semear algo bom no coração das pessoas, que elas possam transmitir aos outros o sentimento de responsabilidade em sua rotina alimentar e de exercícios físicos.
O GAAD irá trazer à você, a cobertura COMPLETA do DIA MUNDIAL DO DIABETES. A transmissão de informações será realizada pelo twitter do @dmdiabetes, onde você poderá acompanhar cada nova notícia de uma forma diferente e interessada por nossa parte!
Houve um grande crescimento no número de casos de diabetes tipo 2 em todo o mundo. Em 1985, era estimado haver 30 milhões de pessoas com diabetes. Em 1995, esse número já ultrapassava os 150 milhões. De acordo com as estatísticas da IDF (International Diabetes Federation), atualmente o número já supera os 250 milhões. Se nenhuma atitude eficiente de prevenção for feita, a IDF estima que o número total de pessoas com diabetes em 2025 alcançará os 380 milhões. Já o diabetes tipo 1 não pode ser prevenido. Mesmo assim, a cada ano aumentam os casos registrados.
Veja dados estatísticos da IDF:
* Estima-se que metade das pessoas com diabetes desconheça a própria condição. Em países em desenvolvimento, essa estimativa chega a 80%; * Estudos mostram que exercícios físicos e dieta equilibrada previnem 80% dos casos de diabetes tipo 2; * Pessoas com diabetes tipo 2 têm o dobro de chances de sofrer um ataque cardíaco; * Até 2025, o maior aumento na incidência do diabetes está previsto para os países em desenvolvimento; * Em 2007, os cinco países com os maiores números de pessoas com diabetes eram: Índia (40,9 milhões), China (39,8 milhões), Estados Unidos (19,2 milhões), Rússia (9,6 milhões) e Alemanha (7,4 milhões); * Em 2007, os cinco países com a maiores prevalência de diabetes na população adulta eram Nauru (30,7%), Emirados Árabes Unidos (19,5%), Arábia Saudita (16,7%), Bahrein (15,2%) e Kuwait (14,4%); * A cada ano 7 milhões de pessoas desenvolvem diabetes; * A cada ano 3,8 milhões de mortes são atribuídas ao diabetes. Um número maior de mortes provenientes de doenças cardiovasculares pioradas por desordens lipídicas relacionadas ao diabetes e por hipertensão; * A cada 10 segundos uma pessoa morre de causas relacionadas ao diabetes; * A cada 10 segundos duas pessoas desenvolvem diabetes; * O diabetes é a quarta maior causa mundial de morte por doença; * O diabetes é a maior causa de falência renal em países desenvolvidos e é a maior responsável por grandes custos de diálise; * O diabetes tipo 2 se tornou a causa mais freqüente de falência renal nos países ocidentais. As incidências registradas variam entre 30% e 40%em países como Alemanha e EUA; * 10 a 20% das pessoas com diabetes morrem de falência renal; * É estimado que mais de 2,5 pessoas no mundo estão afetadas pela retinopatia diabética; * A retinopatia diabética é a maior causa de perda de visão de adultos em idade laboral (20 a 60 anos) em países com indústrias; * Em média, pessoas com diabetes tipo 2 têm sua expectativa diminuída em 5 a 10 anos em relação a pessoas sem diabetes, principalmente por causa de doenças cardiovasculares; * As doenças cardiovasculares são a maior causa de morte no diabetes, respondendo por 50% das fatalidades e por muitas inaptidões; * Pessoas com diabetes tipo 2 estão cerca de duas vezes mais suscetíveis a um ataque cardíaco ou derrame do que as que não tem diabetes. Na verdade, pessoas com diabetes tipo 2 são tão suscetíveis a um ataque cardíaco quanto pessoas sem diabetes que já tiveram um ataque.
A pesquisa revelou que 67,6% dos diabéticos tem peso normal ou sobrepeso. A alimentação dos doentes, deveria ser saudável e a medicação tomada corretamente.
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