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Trabalho multidisciplinar do Hospital das Clínicas evita amputações decorrentes de diabetes

No Ambulatório do HC, taxa de amputação devido a complicações do diabetes é menor do que 5%.

Calos, feridas e deformações nos pés que, quando não tratadas, podem levar a amputações. As características descritas são típicas do pé diabético, mal que pode atingir a maioria dos portadores de diabetes. Estima-se que 50% das amputações não traumáticas de membros inferiores nos Estados Unidos sejam decorrentes da doença. Já no Hospital das Clínicas da FMUSP, ligado à Secretaria de Estado da Saúde, o Ambulatório do Pé Diabético registra um índice de amputação de 3,7% dos casos atendidos, graças ao trabalho de uma equipe multidisciplinar especializada, composta por endocrinologistas, ortopedistas e terapeutas ocupacionais. “Até sapato especial nós fornecemos, sem qualquer custo”, informa o médico Rafael Ortiz, ortopedista do Grupo do Pé do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do HC (IOT).

Os atendimentos do Grupo são voltados a pacientes graves vindos de outros ambulatórios do Complexo HC. De acordo com o levantamento do Ambulatório, 30% dos 300 pacientes atendidos nos últimos seis anos eram portadores de neuropatia de Charcot e 42% já foram hospitalizados para tratamento de complicações. Ainda segundo o estudo, 18,3% já haviam passado por amputações antes de serem encaminhados ao Ambulatório do Pé Diabético.

Os números ajudam a entender a importância da baixa taxa de amputação registrada. “Casos como Neuropatia de Charcot estão associados a uma alta taxa de mortalidade e amputação”, destaca o doutor Ortiz, acrescentando que os 3,7% de amputações demonstram o sucesso da experiência. O médico ainda ressalta que o acompanhamento no HC é frequente e individual.

O pé diabético, de acordo com o ortopedista, não acontece da noite para o dia. Esse e outros problemas decorrentes de diabetes - como AVC, retinopatia, neuropatias, dificuldades renais e até problemas no coração - podem ser prevenidos. “Sinais de que nem tudo vai bem se manifestam e podem ajudar na prevenção”, explica Rafael Ortiz. Os primeiros sintomas costumam aparecer, em média, depois de 10 anos da doença não tratada. Eles são inicialmente sensorias: dor no pé, seguida da sensação de adormecimento. Com o tempo, é possível perceber certos problemas, como a atrofia da musculatura do membro inferior e deformações em forma do pé arqueado e calos, devido à sobrecarga mecânica.

Nessa hora, é importante um cuidado maior: observar se não há micose entre os dedos, cortar as unhas retas, manter o pé hidratado e usar um calçado adequado. “O melhor sapato é aquele que seja fechado e tenha um solado firme”, esclarece Ortiz. Se não houver cuidados, aparecem as feridas, que podem acabar restringindo as atividades mais simples da vida do paciente, como, por exemplo, andar.

A incidência mostra-se crescente com o avanço da idade – o Ministério da Saúde estima que 17,5% dos brasileiros acima de 60 anos sofram dessa disfunção. E com ela, vem uma diminuição da qualidade de vida da pessoa. “Para viver bem, o paciente deve prestar atenção não só à sua glicemia, mas também à sua rotina”, diz Cândida Luzo, terapeuta ocupacional do Instituto de Ortopedia do HC.

Um diagnóstico de diabetes significa, então, uma mudança de vida, que não deve ser ignorada. “O descaso com a doença é um descaso com a própria vida”, adverte o doutor Rafael Ortiz. De acordo com a terapeuta ocupacional, aprender a reorganizar o cotidiano é uma das melhores formas de manter o corpo saudável. “Não é só andar muito que pode acarretar em lesões para o paciente diabético, ficar de pé por longos períodos também pode implicar em danos à pele”, explica.

A Organização Mundial da Saúde prevê que, em 2010, haverá 11 milhões de brasileiros acometidos por Diabetes Mellitus. Uma pesquisa recente da Fiocruz demonstra que 75% dos diabéticos não têm controle sobre a doença.

Dieta e exercícios são mais eficazes que medicamentos na prevenção do diabetes

Um estudo publicado esta semana na conceituada revista científica Lancet indica que mudanças no estilo de vida que levam à perda de peso em longo prazo – mesmo que uns poucos quilos – são mais eficazes na prevenção do diabetes tipo 2 do que o tratamento com medicamentos. Avaliando, por dez anos, quase 3 mil pacientes de alto risco, os pesquisadores observaram melhores resultados na prevenção da doença entre aqueles que adotaram uma dieta pobre em gorduras e a prática de 30 minutos de atividades físicas moderadas cinco vezes por semana com o objetivo de perder 7% do peso em um ano, comparados aos pacientes que usaram a droga metformina.

De acordo com os autores, muitas pessoas do grupo da intervenção no estilo de vida alcançaram o objetivo, perdendo uma média de 6,8 kg durante o primeiro ano de estudo. E, embora, eles tenham recuperado 4,5 kg, em média, nos sete anos subsequentes, as taxas de diabetes continuaram mais baixas nesse grupo. "A perda de peso é a coisa mais importante que temos recomendado às pessoas com sobrepeso em risco para diabetes tipo 2", destacou o pesquisador William C. Knowler, do Instituto Nacional de Diabetes dos Estados Unidos. "Esse estudo mostra que os benefícios mesmo de uma perda de peso modesta podem persistir por muitos anos", complementou.

Três anos após o estudo, os especialistas relataram uma redução da incidência da doença de 58% no grupo da intervenção no estilo de vida e de 31% no grupo que usou metformina, em comparação com o grupo controle – que não recebeu nenhuma intervenção. Além disso, as intervenções retardaram o desenvolvimento do diabetes em quatro e dois anos, respectivamente. E essa grande diferença fez com que os autores oferecessem sessões de aconselhamento e apoio para mudanças no estilo de vida nos três grupos.

Os pesquisadores continuarão a acompanhar os participantes por pelo menos mais cinco anos, com o objetivo de determinar o impacto das intervenções no estilo de vida e do tratamento medicamentoso no desenvolvimento de complicações do diabetes, como danos no sistema nervoso e cegueira.

ESPECIAL DE DOMINGO: Diabetes emocional, essa doença existe?

ESPECIAL DE DOMINGO: Diabetes emocional, essa doença existe?

Algumas pessoas acreditam que têm diabetes emocional e que, para controlar os níveis de glicose no sangue, precisam ficar de olho no prato e na cabeça... Mas será que essa doença existe?

POR ROSANA FARIA DE FREITAS | FOTOS FERNANDO GARDINALI

Fátima, de 55 anos, que prefere não revelar sua verdadeira identidade, foi diagnosticada há 10 anos com diabetes emocional, após ter feito uma peregrinação por especialistas de São Paulo em busca de uma razão para seu emagrecimento repentino e para a oscilação dos níveis de glicose no sangue (que atingiam picos altíssimos). O médico que a atendeu se baseou nesse aumento do nível de açúcar no sangue e em um episódio de síndrome do pânico enfrentado pela paciente para, enfim, bater o martelo quanto à doença. Desde então, além de um controle alimentar rígido, Fátima - que é nervosa por natureza - procura evitar o estresse e controlar suas emoções negativas o máximo que pode.

Como a história de Fátima não é um relato isolado, uma pergunta começa a despontar na cabeça de quem se preocupa com o diabetes...

Além do tipo 1, do tipo 2 e do diabetes gestacional, será que agora existe uma nova versão da doença? A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) garante que não.

"Não existe diabetes emocional. A doença pode, sim, ser desencadeada por um problema de ordem psíquica, porém, somente em quem apresenta condições para isso, quer dizer, alguma predisposição genética", explica Marcos Tambascia, professor de endocrinologia da Universidade Es tadual de Campinhas (Unicamp) e presidente da SBD.

"O estresse emocional, tanto o bom quanto o ruim, pode funcionar como um gatilho que aciona o diabetes do tipo 1 e 2 em indivíduos com histórico familiar para o problema", reforça Leão Zagury, membro da American Diabetes Association e da Sociedade Argentina de Diabetes, ex-presidente da Associação Brasileira de Diabetes e professor de pós-graduação da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ).

CONHEÇA OS TIPOS DE DIABETES RECONHECIDOS

DIABETES DO TIPO 1, que se instala na infância e adolescência e é ocasionada pela destruição imunológica das células protetoras de insulina - e, nesse caso, é necessário o uso de insulina para o tratamento.

DIABETES DO TIPO 2, que é a forma mais comum e abrange quase 90% dos quadros, acometendo primordialmente os adultos. Aqui a doença é provocada pela resistência do organismo à ação da insulina e produção insuficiente da mesma, em geral relacionada a quadros de obesidade e sedentarismo.

DIABETES GESTACIONAL, que, como o nome indica, se instala durante a gravidez. A explicação está nas alterações hormonais dessa fase de vida, que leva à resistência à insulina.

OUTROS TIPOS DE DIABETES, que ocorrem por doenças pancreáticas, genéticas ou hormonais.




Estresse como gatilho
O estado emocional desencadeia e agrava a doença. Afinal, é preciso relembrar que o diabetes é uma doença caracterizada pela elevação do nível da glicose (açúcar) no sangue. Esse aumento ocorre em três situações: quando o organismo não produz insulina - hormônio que ajuda a transportar a glicose do sangue para o interior das células -, quando fabrica insulina em quantidade insuficiente ou quando o corpo não consegue absorver adequadamente a insulina produzida. "Durante uma situação de tensão emocional, o corpo libera hormônios, como a adrenalina e o cortisol, que têm ação contrária à insulina", salienta Marcos Tambascia.

Independentemente do tipo de diabetes, o controle dos níveis de açúcar no sangue e os exames periódicos são essenciais

Isso explica porque, em indivíduos predispostos, os fatores psicológicos disparam o problema. E isso acontece de duas formas distintas. Na primeira, a pessoa desenvolve o mal depois de sofrer um impacto emocional inesperado - como a perda de um ente querido ou de um emprego, por exemplo. Acredita-se, no entanto, que, nessas situações, a reserva de insulina estava no limite e, portanto, o indivíduo já estava a um passo de apresentar a disfunção. Na segunda, não há um abalo psíquico e sim um estresse crônico ou prolongado, que contribui para o surgimento da doença em quem tem fatores de risco.

A psicóloga clínica Mara Pusch, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), lembra que "nenhuma enfermidade, do ponto de vista de seu aparecimento, está livre de sofrer a influência de aspectos emocionais".

Essa é a base da psicossomática: nenhuma reação do organismo ocorre por acaso, há uma série de conjunções que a influencia. Um quadro emocional mais tenso desencadeia a produção de hormônios e isso altera os níveis glicêmicos, no caso do diabetes, da mesma forma que poderia atingir outras áreas - como a cardíaca, por exemplo, levando a um infarto.

É importante destacar que, em quem já apresenta a enfermidade, o aspecto emocional também pode agravar o caso, pois provoca o descontrole na produção da insulina e o aumento do nível de glicose no sangue. De qualquer forma, não importa se tenha sido desencadeado ou intensificado por estresse, o fato é que o diabetes precisa ser tratado sempre, e adequadamente. "O perigo de a pessoa achar que tem 'diabetes emocional' é esse, acreditar que se trata de uma variante menos importante da doença e não buscar tratamento. Ou, ainda, supor que tudo se resolverá automaticamente, quando as condições psíquicas ficarem favoráveis novamente", alerta Leão Zagury. O recado é: não adianta só procurar terapia, é imprescindível fazer o controle com o acompanhamento de um profissional competente.

Sinal vermelho


Fique atento aos sintomas que a doença pode provocar:

Muita sede.
Vontade exagerada de urinar.
Perda de peso (mesmo sentindo mais apetite e comendo mais do que o habitual).
Fome excessiva.
Visão embaçada.
Infecções repetidas na pele ou nas mucosas.
Machucados que demoram a cicatrizar.
Fadiga (cansaço inexplicável).
Dores nas pernas por causa da má circulação.

Em alguns casos não há sintomas, principalmente no tipo 2. Os sinais são vagos, como formigamento nas mãos e nos pés. Por isso, o exame que identifica a doença é indicado para quem tem mais de 40 anos.





Tratamento: dieta, exercício e medicamento
O diabetes, seja de que tipo for, precisa ser encarado com seriedade. Os tratamentos têm como objetivo controlar a glicemia (alteração da taxa de açúcar no sangue) de forma a evitar as complicações da doença - uma lista delas, aliás, que inclui aumento da pressão arterial, derrame, infarto, lesões nos rins, paralisias, catarata, perda da visão, necessidade de amputação dos membros inferiores.

Hoje já existem vários aparelhos e produtos que permitem monitorar o açúcar no sangue e na urina. É essencial, também, fazer os exames periódicos solicitados pelo médico. Vale lembrar que nem todo diabético precisa de insulina, alguns usam comprimidos e outros fazem apenas controle alimentar.

O tratamento inclui dieta, exercícios físicos e medicamentos. A alimentação é um dos pontos fundamentais e, na medida do possível, deve ser individualizada, levando em consideração o estado nutricional do paciente e seus hábitos de vida. A atividade física, por sua vez, também beneficia a ação da insulina (melhora a captação da glicose pelas células) e, portanto, contribui para a redução da glicemia. Já o tratamento medicamentoso engloba a aplicação de insulina ou a administração de remédios e deve ser orientado por um endocrinologista.

Em todos os casos e, sobretudo, nos que foram alavancados por questões emocionais, é importante cuidar da parte psíquica. "A pessoa tem que tentar, na medida do possível, ter uma vida equilibrada. A receita não é fácil e muito menos rápida, e inclui o autoconhecimento, a descoberta de válvulas de escape e uma mudança na maneira de encarar os problemas e reagir a eles, de preferência com a ajuda de um psicoterapeuta. No caso do diabético, realizando tratamento médico conjuntamente", explica Mara Pusch. Ela sugere, ainda, terapias com efeito calmante, como a ioga. "Praticar esportes e aulas de dança, tocar um instrumento, fazer meditação e relaxamento - essas atividades ajudam a liberar sentimentos guardados ou escondidos. Não adianta passar por cima de situações estressantes, é preciso vivenciar e sentir as tensões para, depois, tirá-las da mente. Tem que encarar os problemas, de forma a não somatizar e, conseqüentemente, não adoecer o corpo."

Estudo revela avanços no tratamento da diabetes

O Diamicron LM® revelou ser eficaz no controle intensivo da glicemia em diferentes tipos de pacientes diabéticos. As conclusões resultam do estudo ADVANCE, que visa descobrir uma estratégia terapêutica eficaz e segura no controle da glicemia, com o objectivo de reduzir as complicações graves do diabetes, demonstra a revista Semana Médica.

O Congresso da Federação Internacional da Diabetes foi o palco escolhido para apresentar os mais recentes resultados obtidos pelo estudo ADVANCE.

De acordo com um comunicado de imprensa, citado pela revista, estes “disponibilizam importantes descobertas sobre a estratégia terapêutica a ser adoptada para controlar de forma eficaz e segura a glicémia, com o objectivo de reduzir as complicações graves da diabetes”. Deste modo, o grupo de investigadores do George Institute for International Health, na Austrália, responsáveis pelo ADVANCE, salientam a eficácia e segurança “do controle intensivo da glicemia com uma terapêutica baseada em Diamicron LM®“, o que é conseguido “em diferentes tipos de pacientes diabéticos”.

Os especialistas acreditam que este poderá ser o caminho para reduzir o risco de eventos microvasculares e macrovasculares, nomeadamente através da redução do risco de nefropatia diabética.

A investigadora do estudo ADVANCE Sophia Zoungas explica que “o controle intensivo da glicemia com uma terapêutica baseada em Diamicron LM® foi eficaz na redução da hemoglobina glicada (HbA1c), independente da idade, duração da diabetes, sexo, índice de massa corporal ou HbA1c e também independente de tratamento de base da diabetes tipo 2".

O estudo, controlado por placebo, envolveu diversos centros, escolhidos aleatoriamente. No total, o ADVANCE acompanhou, durante cinco anos consecutivos, 11.140 oacientes com diabetes tipo 2 de 20 países de todo o Mundo.

Este estudo é financiado pela farmacêutica Servier.

Vídeo: Laranja ajuda no combate ao alto colesterol e ao diabetes


Sexta-feira, 16/10/2009
Os cientistas da Universidade Federal de Viçosa estudam um flavonóide denominado naringina, que serve para reduzir gordura e açúcar no sangue. Baixa tanto o colesterol quanto diminui o diabetes.

Diabéticos não conhecem dimensão dos problemas oftalmológicos causados pela doença

Diabéticos, em sua maioria, sabem que podem ter problemas oculares, mas não conhecem quais são os tipos que poderão enfrentar. Esta é a conclusão a que chegaram as pesquisadoras Gabriela Assumpção Pereira, residente do terceiro ano do Serviço de Oftalmologia da Santa Casa de Misericórdia de Santos, e colegas, em artigo publicado na última edição dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, de julho agosto de 2009.

De acordo com o texto, dos 100 pacientes investigados, quase todos eram diabéticos tipo 2 (não dependente de insulina) – 93% –, sendo que 40 conviviam com a doença há mais de 10 anos. Com relação ao conhecimento sobre a instalação e progressão de doenças oculares na diabetes, “setenta pacientes, que conheciam a existência dessas complicações, mencionaram principalmente a alteração retiniana e a catarata secundária (respectivamente 30% e 27%).

“Em relação às perguntas sobre a possibilidade de tratamento, 30 pacientes relataram não haver”, 7 não sabiam opinar sobre o assunto e 63 responderam que “as alterações oculares podiam ser tratadas”, dizem as autoras. Além disso, “sobre as opções de terapêutica possíveis, a cirurgia foi a mais citada (33%), em seguida foram o uso de óculos (26,6%), aplicação de laser (19,4%), uso de colírio (18%) e lente de contato (3%)”.

As pesquisadoras explicam que a maioria dos pacientes disse ter recebido estas informações através de seus médicos. Entretanto, a compreensão destes sobre a necessidade de buscar acompanhamento de rotina não é homogênea. “Sobre as opções de terapêutica possíveis, a cirurgia foi a mais citada (33%), em seguida foram o uso de óculos (26,6%), aplicação de laser (19,4%), uso de colírio (18%) e lente de contato (3%)”, dizem.

Pomada à base de pimenta alivia dores crônicas

Milhões de pessoas sofrem de neuropatia periférica, uma síndrome de perda sensorial, que causa atrofia e fraqueza muscular, além de dores, formigamentos, perda de destreza e que costuma ser causada por diversas doenças como a diabetes, AIDS e artrite. Alguns pacientes de câncer também sofrem desse tipo de síndrome por conta das terapias às quais são submetidos.

Para os indivíduos acometidos da neuropatia periférica, um novo estudo sugere que pode haver esperança na diminuição dos sintomas: quatro entre dez pacientes demostraram um grande alívio das dores ao utilizar uma pomada a base de capsaicina, um princípio ativo presente na pimenta.

Os pesquisadores da Universidade de Oxford, Sheena Derry e Andrew Moore, lideraram um estudo de revisão de artigos, que juntos envolviam aproximadamente 1.600 pacientes adultos. Os resultados demostraram que o tratamento com a pomada de capsaicina pode servir como uma terapia complementar aos tratamentos medicamentosos tradicionais ou ajudar pacientes que não toleram os remédios disponíveis no mercado.

Entretanto o estudo lembra que a pomada pode ter efeitos colaterais, envolvendo irritação da pele, mas mostrou também que nenhum paciente chegou a desistir do tratamento com o produto.

Apesar dessa terapia se demonstrar menos efetivo em mais da metade dos pacientes, para os indivíduos que sofrem diariamente com as dores qualquer pequena diminuição nos sintomas pode ser um grande alívio, e a pomada é uma opção a ser considerada, sugere a pesquisa.

Chocolate que ajuda a emagrecer chega ao mercado; diabéticos podem saborear o chocolate, mas com orientação

Nova fórmula de chocolate promete saciar o apetite e, portanto, ajudar a emagrecer

O chocolate é considerado vilão para quem busca manter a alimentação equilibrada e o corpo em forma. Mas essa fama pode mudar. Foi desenvolvido no Brasil, pelo Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do Ipupo Consult, um chocolate que promete saciar o apetite e, portanto, ajudar a emagrecer. O principal ativo "emagrecedor" da novidade é o picolinato de cromo, que, segundo o fabricante, tem a função de reduzir a compulsão por açúcares e gorduras, além de contribuir para a perda de peso.

O produto possui 50% de cacau orgânico (livre de conservantes e pesticidas), que forneceria ao corpo antioxidantes e substâncias euforizantes naturalmente encontradas no cacau, como a cafeína e a teobromina. "É um conjunto de ingredientes especialmente balanceados e sempre baseados em pesquisas", disse o farmacêutico e professor de cosmetologia Maurício Pupo, autor do projeto.

Os benefícios não parariam por aí. A empresa lembra de um estudo realizado pelo Ambulatório de Diabetes e Metabolismo da Universidade do Hospital Graz, na Áustria, que comprovou que a suplementação de cromo em pacientes submetidos a oito semanas de dieta com baixo teor calórico e a 16 semanas de período de manutenção, promoveu aumento da massa magra.

Para obter as quantidades de cromo ideais, ou seja, a mesma dosagem encontrada nas pesquisas que serviram de base à criação do "chocolate emagrecedor", o fabricante indica ingerir cerca de três tabletes pequenos diariamente e pede que não ultrapasse o consumo de cinco unidades, a não ser que o médico tenha recomendado. A dica apresentada é comê-lo na hora em que a fome é mais forte ou nos momentos em que a compulsão por doces e gorduras for maior, como à noite, por exemplo.

A empresa ainda afirmou que os diabéticos podem saborear o chocolate, com orientação do endocrinologista, pois não contém açúcares e é adoçado com xilitol (adoçante natural obtido das frutas e do milho).

Quem estiver interessado em adquiri-lo enquanto não chega às indústrias, a solução é encomendá-lo nas farmácias de manipulação, falando diretamente com o farmacêutico responsável, ou solicitar ao médico e ao nutricionista.

Pobreza está associada a maior risco de diabetes e suas complicações

O estudo “Diabetes1 in the UK 2009: Key statistics on diabetes1”, da Diabetes1 UK, mostrou que pessoas que vivem em situações de privação apresentam altos níveis de obesidade2, inatividade física, dietas pouco saudáveis, fumo e mau controle da pressão arterial. Estes fatores estão associados ao risco de desenvolver diabetes1 e suas complicações, tais como doenças cardíacas, derrame3, insuficiência renal4, cegueira e amputações.

Estas pessoas têm 2,5 mais chances de ter diabetes1 em qualquer idade. E uma vez sendo diagnosticadas, elas também apresentam o dobro de risco das complicações da doença.

Os pesquisadores alertam que perder peso pode reduzir o risco de diabetes tipo 25 em cerca de 58% e a prática de uma atividade física regular em cerca de 64%.

Orégano baixa níveis de glicemia no sangue

Pesquisa FAPESP - Bastante utilizado na culinária por dar um toque especial a molhos, massas e pizzas, o orégano demonstrou em testes ter potencial para baixar os níveis de glicemia do sangue, um problema para os diabéticos.

Na pesquisa, feita na Universidade de Franca, no interior paulista, do óleo essencial da erva aromática foi extraído o ácido rosmarínico, um dos vários componentes presentes na planta.

Nos ensaios com camundongos diabéticos, conduzidos pela equipe coordenada pelos professores Carlos Martins e Wilson Roberto Cunha, foi feita uma comparação entre a eficácia da substância isolada da planta e de um medicamento comercial. “O princípio ativo isolado demonstrou ser mais eficaz do que o medicamento testado”, diz Martins.

O resultado obtido levou a universidade a entrar com um registro de patente nacional e outro internacional para o processo de obtenção do ácido rosmarínico e compostos para o tratamento de diabetes. “A Herbarium, empresa de fitoterápicos, já nos procurou para assinar um termo de confidencialidade”, relata.

ESPECIAL DE DOMINGO: Dúvida perigosa! Refrigerante e bala provocam explosão no estômago

ESPECIAL DE DOMINGO: Dúvida perigosa! Refrigerante e bala provocam explosão no estômago
Fonte: Pauta recebida de um membro do GAAD - Amigos Diabéticos.

Em abril do ano passado, um garoto de 10 anos, estudante do colégio Dante Alighieri, em São Paulo/SP e sem nenhum problema de saúde aparente, tomou uma latinha de Coca Cola Light na cantina da Escola.
Voltando à sala de aula, ingeriu uma pastilha da famosa marca Menthos sabor hortelã. E então começaram os problemas. Poucos minutos depois, o menino começou a passar mal. Sentiu uma forte dor de estômago e desmaiou no chão da sala. A professora, desesperada, mandou chamar uma ambulância, pois o garoto permanecia pálido e inconsciente.
Os pais foram avisados, mas a criança já chegou morta ao hospital Sírio-Libanês, com o estômago inflado e asfixia. A morte do garoto foi causada pela verdadeira BOMBA que resulta da mistura das substâncias presentes nesses dois alimentos.

Segundo Alexandre B. Mergenthaler, Prof. Doutor do Instituto de Química da USP, a origem dos problemas que levaram à morte do garoto é a pesada mistura de componentes existentes nos produtos "light", como o Acesulfame K INS 930 que, misturado ao sabor artificial contido na pastilha Menthos, dá origem à uma substância fatal, o Ta9V4.
Essa substância gera altos níveis de liberação de gases e até explosões! E essa mistura é que teria provocado o inchaço do estômago da criança.
Vários casos semelhantes (inclusive fatais) já ocorreram nos Estados Unidos. No entanto, a Coca-Cola e a Menthos não se pronunciam sobre o assunto.

Abaixo confira algumas fotos de uma pesquisa feita por alunos de uma escola pública brasileira; vale lembrar que o GAAD está somente fazendo uma divulgação que carece de fontes, portanto, estes dados e fatos não são confirmados por nenhum órgão oficial.





Farinha da casca do maracujá pode ajudar a prevenir o diabetes

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveram uma farinha à base do maracujá para prevenir e controlar o diabetes. Após dois anos de pesquisas, os cientistas concluíram que a farinha traz efeitos benéficos ao organismo como a diminuição do nível de colesterol, a melhora do funcionamento do sistema gastrointestinal, além de auxiliar o tratamento da doença.

Para os pesquisadores, isso acontece porque ao ser ingerida a pectina, substância fibrosa e solúvel presente na fruta, forma uma espécie de gel protetor que retarda a absorção de carboidratos, gorduras e regula a produção de glicose, sendo bastante eficaz no controle e prevenção do diabetes.

Os cientistas aconselham a ingestão de 1 ou 2 colheres de sopa da farinha, 3 vezes ao dia, diluída nas refeições ou nos sucos, chás e iogurtes. De acordo com eles, como é 100% natural, a farinha não tem contra-indicação e deve ser utilizada continuamente, pois, a interrupção do tratamento causa uma reversão no quadro clínico do diabético.
 
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