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Pré-diabetes: ignorar estágio inicial da doença dificulta tratamento no futuro

O diabetes tipo 2, é uma variante comum da doença sendo responsável por até 92% dos casos da patologia. Em alguns casos, ele pode se manifestar mais dez anos antes de aparecerem os primeiros sintomas. Chamado de estágio pré-diabetes, esse período, apesar de ideal para começar o tratamento da doença, é geralmente subestimado e ignorado por falta de informação. De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, Saulo Cavalcanti da Silva, 50% dos diabéticos não sabem que têm a doença e 20% nega que tenha e discorda dos médicos por falta de sintomas aparentes. O endocrinologista explica que ignorar essa fase é prejudicial para o tratamento. — Eu não gosto do termo pré-diabetes porque ele subentende que a pessoa ainda não tem a doença, mas não é verdade. No pré-diabetes a pessoa já começa a desenvolver lesões no endotério (parte interna das artérias) — diz o endocrinologista. As lesões causam a obstrução das artérias, aumentando as chances de se desenvolver ...

Justiça dos EUA permite que Obama financie pesquisas com células-tronco

A Justiça dos Estados Unidos permitiu nesta quinta-feira (9) que o governo do país continue financiando pesquisas com células-tronco embrionária. A corte federal de apelações de Washington suspendeu temporamente uma medida anterior que proibia o governo de fornecer verba para esses estudos. A decisão é temporária e vale até que o juiz analise melhor o caso. As células-tronco, hoje uma das grandes esperanças da medicina, podem dar origem a diversos tecidos (conjunto de células com uma determinada função no organismo). Hoje, essas células são estudadas para aplicação no tratamento de uma ampla gama de doenças, do mal de Parkinson à diabetes, passando por problemas renais e cardíacos. A ideia básica é usar as células-tronco para regenerar órgãos e tecidos danificados por esses males. O problema é que, no caso das células-tronco embrionárias, é necessária a destruição de embriões. No Brasil, só podem ser utilizados os embriões humanos obtidos por fertilização in vitro, que estejam congela...

Dormir pouco pode aumentar os riscos de diabetes

Pessoas que dormem menos de seis horas por noite parecem não conseguir regular a glicose de forma tão eficiente, aumentando seus riscos de desenvolver diabetes e doença cardíaca, segundo estudo recentemente publicado na revista Annals of Epidemiology. Avaliando mais de 1,4 mil pessoas com idades entre 35 e 79 anos, pesquisadores americanos e britânicos observaram uma relação entre duração de sono e o pré-diabetes. “Descobrimos que curta duração de sono, menos de seis horas, estava associada com um significativo aumento de três vezes na propensão a desenvolver incidente intolerância à glicemia de jejum, comparado a pessoas que têm uma média de seis a oito horas de sono por noite” , escreveu o pesquisador Saverio Stranges, da Escola Médica de Warwick, no Reino Unido. De acordo com os pesquisadores, essa relação pode estar associada com mudança hormonais relacionadas ao apetite e ao estresse “Estudos anteriores têm mostrado que curta duração de sono resulta em um aumento de 28% na média d...

Exercícios físicos podem diminuir a variação glicêmica em diabéticos

A atividade física a longo prazo é capaz de tornar mais estável os índices de glicemia de uma pessoa com diabetes tipo 1 ou 2. A afirmação é do professor de fisiologia Levimar Araújo da UFMG. "Para o diabético, o exercício é um educador. Quanto pior o condicionamento físico do paciente, maior a chance de ele ter hipo ou hiperglicemia" , disse ele durante o 29º Congresso Brasileiro de Endocrinologia e Metabologia, nesta semana, em Gramado. O monitoramento dos índices glicêmicos, no entanto, deve ser constante principalmente se a pessoa não estiver habituada com exercícios físicos. "Pelo alto gasto energético, pode haver uma queda brusca na glicemia e ela precisar tomar glicose durante a atividade." O especialista citou o caso do piloto americano de Fórmula Indy Charlie Kimball que tem diabetes tipo 1 e instalou um aparelho que faz o monitoramento de glicemia no volante do veículo. Quando há uma queda no índice durante a prova, o atleta tem à disposição um líquido que...

Menos gordura significa mais saúde para os diabéticos

Uma descoberta divulgada neste domingo, no Congresso de Endocrinologia e Metabologia, em Gramado, oferece mais uma razão para pensar duas vezes antes de ingerir um alimento gorduroso - especialmente no caso dos diabéticos. O estudo explica por que a menor absorção de gordura pode reduzir e até prevenir as complicações microvasculares decorrentes do diabetes - caso da nefropatia, doença do rim causada pela combinação de diabetes e hipertensão, a retinopatia, principal responsável pela cegueira, e a neuropatia, lesão que ocorre nos nervos e que pode causar dores nos membros e contribuir para a disfunção erétil, problema comum em diabéticos. O estudo inédito, realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), acompanhou 20 voluntárias saudáveis que utilizaram orlistate – conhecido remédio emagrecedor que reduz a absorção de gordura. Percebeu-se que houve uma modificação na composição lipídica das membranas das células dessas mulheres. Ou seja, a absorção reduzida ...

Estudo revela que diabéticos brasileiros necessitam de melhor tratamento

Um estudo recente avaliou o estágio atual do controle do diabete em 6.000 pacientes brasileiros, atendidos em serviços médicos públicos e privados de saúde. Os resultados do estudo são alarmantes: apenas 10,4% dos pacientes com diabete melito do tipo 1 e 26,8% dos pacientes com diabete do tipo 2 apresentaram um controle adequado da glicemia (níveis de açúcar no sangue), de acordo com a dosagem da hemoglobina glicosilada (HBA1c), exame que avalia o controle médio da doença nos últimos 3 meses. Os resultados deste estudo reforçam a importância da atualização contínua e da participação dos clínicos não endocrinologistas nas estratégias de atenção ao portador de diabete melito. No Brasil temos mais de 8 milhões de diabéticos e cerca da metade destes indivíduos desconhece a sua doença. O número de endocrinologistas em nosso país é de apenas 1.500 profissionais. O diabetes é a quarta principal causa de morte no Brasil. O risco de morte em diabéticos é duas vezes maior que em não diabéticos....

Tudo sobre um dos mais novos e modernos tratamentos para o diabetes

O que é? Bomba de insulina, Bomba de Infusão em Insulina ou mesmo Sistema de Infusão Contínua de Insulina, todos se referem ao mesmo aparelho. Semelhante a um bip, o equipamento é do tamanho de um cartão de crédito, tem cerca de 3 centímetros de espessura, não pesa mais do que 100 gramas e está ligado ao corpo por um cateter (nada doloroso) que, em sua extremidade, tem uma agulha flexível. No Brasil o sistema ainda é considerado novo, embora exista desde 1998 e já é utilizado no mundo inteiro rotineiramente. A bomba de insulina conta com cerca de mil usuários no país e coloca os interessados no custoso equipamento diante de um dilema: até que ponto a flexibilidade nos horários e na própria alimentação não compromete o tratamento do diabetes? A bomba de insulina pode ter controle remoto ou não, ser colorida ou preta, de última geração, re-fabricada ou de um modelo mais antigo. Seja como for, ela tem, basicamente, a mesma função: garantir um controle eficiente da glicemia e o FIM DAS ...